Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 15/12/2020
O estupro coletivo de uma adolescente ocorrido em 2017 no estado do Rio de Janeiro é mais um exemplo do que sofre milhares de crianças e adolescentes no Brasil. Todavia, nem todos os casos recebem a comoção da mídia, o que faz com que a problemática do abuso sexual infantil se apresente de forma mais branda do que acontece na realidade. Dessa forma, a falta de organização nas medidas paliativas realizadas pelo Estado e a omissão dos crimes pelas famílias das vítimas agravam o problema.
Apesar de existir um estatuto para as crianças e adolescentes o Estado não é capaz de garantir todos os seus direitos previstos por lei, sendo assim deixa essa parcela da sociedade vulnerável a crimes. A falta de atendimento acolhedor as vítimas, precariedade de atendimento com psicólogos são alguns dos impasses que ajudam a perpetuar a problemática. Dessa forma, nota-se que o governo tem dificuldades logísticas de encontrar soluções para os crimes de abuso sexual infantil.
Ademais, a família por diversas vezes omite o crime dos orgãos públicos com a finalidade de proteger o agressor que geralmente é membro ou amigo da família. As pesquisas realizadas pelo país mostram que a maioria dos abusadores são do sexo masculinos, sendo eles padastros, tios, avós ou conhecidos da vítima, além de alguns casos os responsáveis pela criança terem consentimento de tal banalidade. Dessa forma é possível analisar a falta de estrutura psicológica dessas pessoas no seio familiar, necessitando assim de ajuda profissional qualificada para mudar o quanto antes tal situação.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para minimizar os crimes de abuso sexual infantil no Brasil.O Estado deve tomar medidas públicas que efetive todos os direitos garantidos pela lei. Logo, o Ministério da Saúde disponibilizar o atendimento mais acolhedor as vítimas tendo em vista que são crianças e merecem atendimento especial. Além do mais se faz necessário que o Governo aumente o atendimento psicológico facilitado as famílias tendo em vista também a prevenção desses crimes , através da conscientização de uma estrutura familiar saudável a saúde mental e física da criança. Sendo assim, esse seria um começo para que muitas crianças e adolescentes não tivessem sua infância roubada.