Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 26/06/2021
Observando o cenário contemporâneo no Brasil, o abuso sexual contra crianças e adolescentes está cada vez mais banalizado. Frequentemente, a própria família, infelizmente, é o agressor, e conseguentemente, uma casa familiar é palco de contínuo abusos sexuais. Convém lembrar que o estigma atribuído aos abusos sexuais tem gerado exorbitantes fatalidades no crescimento das crianças e adolescentes. Dessa forma, urge examinar as causas e conseguências, visando concretizar estratégias para acabar com esse quadro.
Em uma primeira constatação, é fato que o abuso sexual que ocorre nas próprias residências abragem a maioria dos casos, pois de acordo com o ministério da saúde, 69,2% e 52,2% de exorbitâncias abusivas infantis(crianças e adolescentes), apresenta vínculo familiar. Nesse contexto, é essencial superar paradigmas que prejudicam diversos indivíduos. O ambiente familiar, que obviamente, deveria demonstrar segurança, acolhimento, amor e união, está sendo um palco cheio de ações aterrorizantes. Assim, tendo em vista a problemática supracitada, medidas são necessárias para resolvê-la imediatamente, e garantir o bem-estar coletivo.
Além disso, é perceptivel uma desconsideração do próprio Estado, que não estimula e pouco investe no combate ao estigma atribuido aos abuso sexual infantil, ou seja, não há campanhas, palestras e nem profissionais suficientes para auxiliar no crescimento social, físico e mental das vítimas, que podem acarretar doenças psicossomáticas. De acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Todavia, não está sendo concretizado. Na escola é pouco discutido sobre o assunto em questão, pois campanhas, como o maio laranja, dia nacional de enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, não estão sendo abordadas com frenquência. Logo, faz-se imprescindível a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Portanto, o Estado e especificamente o ministério da educação devem, com prontidão, investir em palestras, campanhas, ministradas por porfissionais, visando diminuir o número de casos e o estigma associado ao abuso infantil e, assim, promover o bem-estar. Além disso, compete ao ministério da saúde no melhoramento salarial dos profissionais que cuidam da saúde mental, como psicólogos e psiquiatras. Dessa maneira, impedir os abusos e evitar finais fatídicos.