Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 15/12/2020
No filme " Um olhar no paraíso", conhece-se a história de Susie Salmon, uma garota que vive com seus parentes e é muito adorada por todos. A família tem um amigo/vizinho que sempre está muito próximo à eles e que aclama muito Susie. Os mesmos nunca perceberam os sinais, e quando notaram a menina havia sumido. Fora sequestrada, abusada e morta antes mesmo que alguém pudesse notar. Não há duvida de que esse fato não é um acontecimento isolado, isso torna ainda mais repulsivo. Abusadores são sempre muito discretos e sutís, logo os desafios para se combater o repulsivo abuso sexual infantil no Brasil.
Paralelo a isso, é possível sair da ficção e adentrar a realidade que está tomando conta do país e do mundo. É notório que o abuso sexual de criaças vem entrando em ascensão, já que é cada vez mais acessível se aproximar de crianças, tanto presencialmente como virtualmente.
Quando aborda-se o tema abuso sexual, tem que se levar em conta que nem todos os abusadores são desconhecidos que capturam pessoas à noite e as sequestram. Eles estão próximos, são acolhidos e quase sempre tem algum envolvimento parental ou amigável com a vítima. Isso dificulta a percepção das pessoas que não enxergam a malícia alheia ou que são despreocupadas demais.
Dessa forma, é possível perceber como as crianças estão desprotegidas e desamparadas. Segundo a CAOP “três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente no Brasil a cada hora”, além de preopante, esse dado é paralisador, pois tem-se conhecimento que a maioria ainda não denuncia abusos sexuais, e com crianças esse número dobra, já que são mais manipuláveis e temem mais seu agressor. Além disso, o trauma psíquico é ensurdecedor, crianças que foram abusadas dificilmemente conseguem entrar em alguma relação amorosa, assim como não gostam que as toquem.
Mulheres além de mais sexualizadas desde cedo pela própria sociedade, ainda lideram o índice de notificações de crime sexual sendo 76,4% ainda meninas e 23,6% menino, segundo a CAOP.
Em virtude dos fatos mencionados, pode-se inferir que é imprescendível que os prefeitos, juntamente com governadores e a Vara da Infância entrem em um acordo que englobe mais políticas públicas para o contorno desses acontecimentos, sejam com palestras, educação sexual nas escolas e treinamento para as famílias se conscientizarem mais sobre os pequenos atos dos abusadores. Desse modo, os casos poderiam diminuir e com o tempo seriam escassos, tendo como finalidade a libertação infantil desse mal que assola o Brasil há tanto tempo. Com esses ajustes no modo de se encarar os abusos sexuais infantis, teria-se uma melhora brusca na população e menos Susies desamparadas pelo mundo.