Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 14/12/2020

Pertubações no sono. Falta de apetite. Mudanças de comportamento bruscas. Esses são indícios de que uma criança pode estar sofrendo abuso sexual, que é um problema presente de forma complexa na realidade brasileira. Nesse sentido, a questão do abuso sexual infantil no Brasil tem como causa a impunidade e encontra espaço no receio de denunciar.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade. Segundo a BBC News não há uma regra que obrigue a autoridade que recebeu uma denúncia de violência sexual a dar retorno, sendo assim, nem todos os casos levam a acusação do violentador. Nesse sentido, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em quase todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletivo no que tange ao abuso sexual infantil.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o receio de denunciar.  Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. No entanto, no que tange à questão da violência sexual contra crianças e adolescentes há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício de denúncia. Segundo o Ministério da Saúde 37% dos agressores dos casos de abusos infantil notificados tem vínculo familiar, ou seja, por receio de denunciar alguém tão próximo a vítima e a sociedade se omitem.

É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para a promoção do abuso infantil no Brasil. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Justiça promova em parceria com o Sistema de Segurança Pública a punição do violentador, a fim de diminuir a impunidade desses atos, por meio da criação de uma rede de denúncias e averiguação, além do aumento das forças de segurança envolvidas na nesses casos. Dessa forma, o Brasil poderá superar os casos de violência sexual infatojuvenil.