Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 16/12/2020

O abuso sexual infantil é uma realidade no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, 31% das denúnicas são referentes a essa violência, sendo o sexo feminino o mais atingido. Isso ocorre devido a dificuldade em solucionar o problema, seja pelo tabu construído em relação ao assunto, seja pelas consequências negativas causadas as vítimas.

Entre os fatores dessa violação sexual contra as crianças, nota-se a dificuldade dos pais ou responsáveis em abordar o assunto. Segundo o psicanalista e médico austríado, Sigmund Freud, na sua obra ‘‘Totem Tabu’’, o tabu restrige o diálogo e a construção do conhecimento sobre determinados assuntos na sociedade. Como resultado, a limitação de temas polêmicos impede que a família tenha uma conversação aberta e leve havendo obstáculos para a divulgação de informações, por exemplo, a manipulação da genitália sem permisão da criança ou a troca de carícias. Logo, é necessário que a sociedade brasileira passe a falar sobre o assunto para que a superação desse tabu e consequentemente a redução dos casos.

Ademais, a neuropsicológa e estudiosa Roselene Wagner, alerta para as impactos psicologicos causados as vítimas. Segundo ela, não é raro que esses indivídios apresentem problemas também na fase adulta. Neste contexto, é importante que haja um acompanhamento não só durante a infância, mas também na fase adulta, já que essa violação sexual possui consequência de curto e a longo prazo.

Portanto, fica evidente que o abuso sexual infantil é um empecilho para o país e medidas são indispensáveis para no combate. Dessa forma, os pais devem por meio de contéudos educativos e ludicos, como músicas, livros ou gibis proprios para essa idade apresentar o tema para seus filhos, assim haverá propagação de informação e abertura para um diálogo. Além disso, deve haver uma rede de apoio para as vítimas, por meio de uma equipe interdiciplinar, com  o intuito de minimizar os impactos do abuso.