Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 31/12/2020
No filme “Olivro de Henry”,os irmãos Peter e Henry são criados pela mãe,e são vizinhos de Cristina,uma menina de 11 anos.Ao longo da trama,Henry descobre que todas as noites Cristina é abusada pelo padrasto, que é um polícial respeitado da cidade,então,ninguém acredita que ele pode fazer isso.Fora das telas,milhares de crianças e adolescentes no Brasil passam por experiências semelhantes de abuso sexual, um quadro perpetuado pelo tabu da sociedade brasileira sobre o tema e a dificuldade da denúncia a famílias e instituições estatais.
Em primeira análise,é importante descrever que conforme a Constituição Federal,promulgada em 1988,denominada de “Constituição Cidadã”,prevê direitos fundamentais ao homem,como direito á vida e a segurança.Entretanto,quando pensa-se na realidade do país é notataél a falha,pois muitas crianças são abusadas até morrer e não estão seguras.Dessa forma,mais de 70% dos casos de abuso são cometidos por pessoas próximos a criança,segundo BBC News,assim gerando ainda mais insegurança nas crianças,pois alguém que devia a proteger é o próprio autor de tamanha violência.
Ademais,é fulcral considerar uma analogia empirista da “tábula rasa” em que o ser humano nasce desprovido de qualquer conhecimento que o garante,em grande parte,na infância,quando há desenvolvimento do senso crítico e por isto a precária educação sexual deixa vuneráveis cada vez mais desinformados,aumentando a persistência do problema e danos físicos,como sequelas no corpo e potencializando a evasão escolar.Nesse viés, é necessário reverter essa situação durante a atividade o projeto de Lei 2892/19 em que tramitação no Congresso Nacional,instuição a política nacional de enfretamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Portanto,o abuso sexual infantil é um desafio para o Brasil.O Ministério da Saúde,em parceria com o Ministério da Educação ,deve investir na saúde preventiva, implantando UBS em todos os bairros de todas as cidades, com cunho de poder atender melhor as crianças e poder identificar possíveis abusos e também implantar uma educação sexual adequada para que as crianças possam entender quando estão sendo abusadas e poderem denunciar,como forma de minimizar o problema.Além disso,para diminuir a persistência do emblema,projetos sociais feitos por acadêmicos de medicina,por psicólogos e assistentes sociais nas escolas ,com cada criança individualmente,com intuito de amenizar os danos físicos e psicologicos causados pelo abusador,e também descobrir quem foi esse adulto para denunciar para a polícia tomar as devidas providências.Desse modo, com mais uma eminente mobilização social, se pode mudar a situação do país para que não haja mais “Cristinas”.