Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 01/01/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne o problema do abuso sexual infantil no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude de receio de denunciação  e a carência de conhecimento.

Convém ressaltar, a princípio, que o medo de denunciar  é um fator determinante para a persistência do problema. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. No entanto, no que tange à questão dessa violência contra o público infantil há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia. Dessa forma, esse receio é devido à mentalidade das más reações das autoridades policias, fazendo com que as pessoas tendam à temer acerca desse comportamento.

Ademais, a escassez de informações é uma barreira no que tange a questão da ameaças  em relação às crianças.  Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Nessa conjuntura, isso justifica a causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a agressâo infantil, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Destarte que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Justiça em parceria com as mídias de grande acesso divulguem amplamente os canais de denúncia, tanto via telefone, quanto online, por meio de publicações nas redes sociais e transmissões ao vivo, esclarecendo a importância das denúncias e a possibilidade de fazê-la anonimamente. Nessas transmissões seria viável convidar voluntários que foram beneficiados pelo exercício da denúncia a relatarem sua experiência, a fim de desmistificar e superar o receio de denunciar que muitas pessoas têm. Alem disso, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o abuso sexual infantil e  erradicar esse problema.