Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 01/01/2021
A canção “Até quando”, de Gabriel, o Pensador, é um chamado à população a despertar da passividade, frente os diversos problemas sistêmicos do Brasil, entre os quais, a exposição de menores à violência. Uma das ramificações desse problema é o abuso sexual infantil, que se perpetua devido à falta de medidas combativas, da família e do Estado.
Conforme supracitado, é importante salientar que a família tem um importante papel na luta contra a perpetuação do crime de abuso sexual infantil. Isso porque a criança precisa se sentir confortável a ponto de se abrir sobre qualquer violência sofrida, e o diálogo familiar é imprescindível para a localização dos problemas. Ademais, muitas crianças são vítimas dentro do próprio lar, como comprovam os números do Ministério da Saúde, que diz que essas ocorrências configuram quase 70% dos casos. Portanto, a falta de uma estrutura familiar de apoio, corrobora para o entrave.
Simultaneamente, nota-se que o abuso sexual contra menores vai ao encontro da desinformação, fomentada pela negligência governamental. Ora, enquanto o Estado não trabalhar, de modo a evidenciar a problemática e desconsiderar que a informação eficaz deve chegar às crianças e às famílias pelos órgãos competentes, consequentemente a situação permanecerá. Sendo assim, é basilar que as esferas governamentais modifiquem estratégias, a fim de orientar a população e proteger, assim a criança e o adolescente, como determina a Constituição.
Infere-se, então a necessidade do combate a esses empecilhos, para a construção de uma sociedade sabia e de uma infância protegida. Logo, é fulcral que o Ministério da Saúde reavalie os métodos de prevenção do abuso sexual. Tais avaliações devem ser realizadas com a ajuda de psicólogos e sociólogos, a partir de estudos de casos, para assim criar campanhas efetivas, que englobam família e sociedade , e gerar uma mudança no quadro absurdo de violência contra a inocência.