Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 05/01/2021

Na Grécia antiga, era muito comum pais abusarem sexualmente de suas filhas e a criança ser vista como um objeto para satisfazer prazeres sexuais de adultos, essa prática só começou a ser considerada ruim quando o cristianismo foi surgindo. Todavia, mesmo dentro de igrejas jovens e crianças foram estupradas por padres, mostrando que independente do lugar estão expostas ao risco de serem violentadas. O que prejudica o combate ao abuso sexual de crianças no Brasil é não só a falta de educação sexual, como também a falta de investimento governamental na batalha contra violência sexual infantil.

Um grande Tabu da atualidade é falar com crianças sobre sexo, principalmente quando surge a ideia da responsabilidade do tema ser também da escola. Porém, não é muito comum pais conversarem com seus filhos de doze anos ou menos sobre como se proteger de um estupro, principalmente porque na maioria das vezes, o abusador é alguém da própria família, incluindo pai e mãe, ilustrando que não é seguro deixar a responsabilidade de orienta-los somente para a família. Ou seja, quando as crianças não tem educação sexual, não sabem o que está acontecendo e/ou como deveriam agir, o que faz com que fiquem em silêncio sobre as violências, dificultando o combate ao abuso.

Consoante Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, esse conceito encontra-se deturpado quando o governo brasileiro não da a atenção suficiente a algo tão grave como o abuso sexual principalmente com crianças. Existem grandes campanhas de conscientização sobre o câncer de mama, de próstrata, etc, entretanto, não há campanhas com grande visibilidade contra o abuso sexual infantil. Existe a delegacia da mulher que em tese deve proteger as mulheres e ter foco para investigar casos de violência contra a mulher, mas não existem delegacias na qual o foco é investigar casos de pedofilia, exploração sexual infantil e abuso. Nesse contexto, sem investimento e atenção do governo para esses casos, acaba facilitando para os abusadores, já que  o assunto é pouco discutido e as investigações não são tão intensivas.

Portanto, cabe ao governo federal criar delegacias especializadas no combate a crimes sexuais contra crianças e campanhas de conscientização contra a violência sexual infantil. Também o ministério da educação instruitr professores para orientar e educar sexualmente as crianças de todas as idades, cada faixa etária com um tipo de linguagem e abordagem, além de um profissional da àrea pra acolher crianças que foram vítimas. Dessa forma, instruindo as crianças, colocando o assunto em pauta e intensificando as investigações em cima desses casos, facilitaria o combate ao abuso sexual infantil no Brasil.