Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 05/01/2021

No filme “O livro de Henry”, os irmãos Peter e Henry são criados pela mãe,e são vizinhos de Cristina, uma menina de 11 anos.Ao longo da trama,Henry descobre  que todas as noites Cristina é abusada pelo padrasto, que é um policial respeitado da cidade,então,ninguém  acredita que ele pode fazer isso.Fora das telas, milhares de crianças e adolescentes no Brasil passam por experiências semelhantes de abuso sexual,um quadro perpetuado pelo tabu da sociedade brasileira sobre o tema e a dificuldade de denúncia a famílias e instituições estatais.

Em primeira análise,é importante descrever  que conforme a Constituição Federal,promulgada em 1988,denominada de “Constituição Cidadã”,prevê direitos fundamentais ao homem,como direito à vida e segurança.Entretanto,quando pensa-se na realidade do país é notavél a falha ,pois muitas crianças são abusadas até morrer e não estão  seguras.Dessa forma,mais de 70% dos casos de abuso  são cometidos por pessoas próximas a criança,segundo BBC News,assim gerando ainda mais insegurança nas crianças,pois alguém que devia  a proteger é o próprio autor de tamanha violência.

Ademais,é fulcral considerar uma analogia empirista  da “tábula rasa” em que  o ser humano nasce  desprovido de qualquer conhecimento que o garante, em grande parte,na infância,quando há desenvolvimento do senso crítico e por isto a precária  educação sexual deixa vuneráveis cada vez mais desinformados,aumentando a persistência do problema  e danos físicos ,como sequelas no corpo e psicológicos,como ansiedade,perda de apetite,depressão,queda do desempenho escolar e potencializando a evasão escolar.Nesse viés,é necessário  reverter essa situação  durante a atividade o projeto de Lei 2892/19 em que  tramitação no Congresso Nacional,instituição a política nacional  de enfrentamento à violência sexual contra  crianças e adolescentes.

Portanto,o abuso sexual infantil é um desafio  para o Brasil.O Ministério da Saúde,em parceria com o Ministério da Educação,deve investir na saúde preventiva,implantando UBS em todos os bairros de todas as cidades, com cunho de poder atender melhor as crianças  e poder identificar possíveis  abusos e também implantar uma educação sexual  adequada para que as crianças possam entender quando estão sendo abusadas e poderem denunciar,como forma de minimizar o problema.Além disso, para diminuir a persistência do problema,projetos sociais feitos por acadêmicos de medicina,por psicólogos e  assistentes sociais nas escolas ,com cada criança individualmente,com intuito de amenizar os danos físicos e psicologicos causados pelo abusador,e  também descobrir quem foi o adulto para denunciar para polícia tomar as devidas providências.Desse modo,com mais uma eminente mobilização social, se pode mudar a situação do país para que não haja mais “Cristinas”.