Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 03/01/2021

Desde o livro Utopia, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa os desafios no combate ao abuso sexual infantil, no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado bem como a negligência e compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações em que a falta de discussão do assunto faz com que as famílias tenham dificuldades para perceber o abuso. Um exemplo disso é que 90% dos casos ocorrem no ambiente familiar, segundo divulgado pelo Ministério dos Direitos Humanos. Nesse sentido, o sociólogo alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de campanhas informativas para as crianças e adultos, e inclusão da educação sexual, medidas que deixariam a resolução do problema mais perto e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores isso não acontece.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o governo adjunto do Ministério da Saúde crie campanhas para ensinar a população a perceber os sinais de um abuso sexual e denunciar, por meio de campanhas informativas, com o propósito de diminuir os casos e evitar problemas psicológicos futuros. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre esse abuso. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de ensinar quais atos são abusivos e que podem denunciar. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.