Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 08/01/2021

A obra literária “Rapunzel” retrata em seu conto uma jovem subordinada aos interesses pessoais de uma bruxa, Rapunzel tinha seus direitos e parte da sua liberdade privados. Não tão diferente dessa obra literária, atualmente, parte das crianças e adolescentes sofrem abusos constantes e têm suas dignidades e infâncias perdidas. É, pois, necessário avaliar os principais elementos motivadores da propagação desse fenômeno no país nos últimos anos para combater esse male.

Em primeira análise, nota-se a conduta significativa dos familiares no crescimento da criança, pois os pais têm o papel fundamental de transmitir princípios, esses que são feitos pela educação, religião ou cultura. Entretanto, segundo estatísticas da OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 70% dos casos a violação é cometida por algum familiar da vítima. Nesse viés é inaceitável que um país detentor da Constituição Cidadã que promulga direitos a todo brasileiro permaneça registrando ocorrências desse caráter.

Ademais, é indispensável ressaltar que questões psicológicas advindas do abuso marcam a criança e criam feridas. Sob essa óptica, o filósofo John Locke reiterou na Teoria da Tábua Rasa que experiências e influências marcam o ser humano, que é uma tela em branco. Acerca dessa perspectiva, a vítima poderá apresentar efeitos psíquicos negativos, tais como depressão, transtornos alimentares e distúrbios sexuais na idade adulta. Dessa forma, urge a necessidade de medidas públicas para amenizar essa problemática.

Depreende-se, portanto, o dever fundamental do Ministério da Educação, órgão responsável por questões associadas ao ensino do país, deve implementar a campanha “Só meu corpo”, por meio de disponibilização de recursos a campanha visará a inserir discursões tanto no ambiente doméstico quanto em escolas e alertar pais e crianças sobre os males do abuso sexual, a fim de que com o conhecimento adequado, diminua bruscamente os casos. Desse modo, espera-se que o cenário atual não se compare à obra fictícia.