Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 18/01/2021
O fim da juventude
A infância e a adolescência, são conhecidas como a melhor fase na vida do ser humano. Mas em
alguns casos ela acaba sendo a pior fase, quando a criança ou adolescente conhece o abuso sexual. O abuso sexual infantil se dá quando ações, falas ou até mesmo olhares com caráter sexual são deferidos ao indivíduo. Geralmente são praticados dentro de casa, por familiares e/ou conhecidos, o que torna tudo ainda mais assustador, tornando-se um trauma que o abusado irá levar pelo resto da vida.
Em primeiro lugar, existem muitos casos de abuso sexual infantil no Brasil, geralmente praticados por padrastos, tios, ou até mesmo pelo próprio pai. A descrição neste tipo de caso é muito importante, para que não tenha a mesma finalidade da menina de 10 anos que engravidou do próprio tio, e quando o aborto foi aprovado pela justiça, religiosos fizeram protestos na porta do hospital. O abusado, muitas vezes até leva a culpa, como neste mesmo caso que foi falado que a menina se “jogou” para cima do abusador, e muitas vezes grupos são formados para proteger o mesmo.
Em segundo lugar, em uma série chamada: Conselho Tutelar, ela fala sobre o dia a dia dos profissionais encarregados de cuidar de nossas crianças e adolescentes, porém, podemos ver que muitas vezes falta até tinta para imprimir as denúncias. Com a falta de estrutura e investimento, o conselho tutelar e as demais instituições não tem como ir atrás de todas as denúncias, porque eles não tem verba e nem pessoas, suficientes para solucionar todos os casos. Com esse descaso por parte do governo, nossos menores andam desprotegidos e os abusadores aproveitam a oportunidade para fazer o que bem entendem, como no caso do vídeo de um abusador de 17 anos que fala sem mais delongas que abusa da irmã de 5 anos, e que ainda por cima apoia a pedofília, isso tudo mostrando seu rosto, sua voz, na sua conta pessoal do ‘Tik Tok’.
Precisamos de investimento por parte do governo nas instituições encarregadas de protegê-los, para que elas tenham mais estrutura, consigam contratar mais pessoas e tenham um ambiente mais adequado para receber as vítimas. A criação de um programa, e delegacias que atendam somente abuso sexual infantil, como as delegacias da mulher e o NSPCC no Reino Unido, ajudaria a identificar e realizar a perícia dos casos mais rapidamente. O acompanhamento de perto de menores de idade, por parte do conselho tutelar, ajudaria a identificar os casos onde não são realizadas denúncias, com acompanhamento psicológico e médico. Nossas crianças e adolescentes se encontram a mercê, e esse cenário é um dos principais que precisamos mudar.