Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Com o advento da internet na segunda metade do século XX, durante a Guerra Fria, iniciou-se uma nova dinâmica social. Contudo, o anonimato garantido por esse meio de comunicação trouxe diversos problemas para a sociedade, como, por exemplo, a exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais. Desse modo, fica evidente que fatores como o precário sistema educacional, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes, muitas vezes, de uma educação familiar, acabam tendo contato com ferramentas de interação virtual sem nenhum acompanhamento, nem amadurecimento crítico. Destarte, muitos adolescentes são vítimas diariamente de doentes sexuais, como pedófilos, por exemplo.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento nos casos de abuso sexual infantil no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à segurança, não existe canais específicos que monitorem os crimes sexuais sofridos por crianças no país. Assim, essa vacância deixada pelo estado favorece e encoraja grupos de criminosos, que, infelizmente, muitas vezes, fazem parte do meio social dos adolescentes.

Fica evidente, destarte, a nessecidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para miticar com abuso sexual infantil no país. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais, nos ensinos infantil e médio, como a semana das redes sociais, com estudo de casos e peças teatrais, com intuito de conscientizar os jovens sobre os perigos que a internet pode trazer para os usuários, a mostrar, portanto, as possíveis formas de serem vítimas, além de ensinar a importância do acompanhamento familiar no combate a esse tipo de crime, como também os Estados devem desenvolver, junto às forças de seguranças, unidades integradas entres as polícias e o CREAS com a finalidade de previnir esse tipo de agressões sofridas por crianças que, muitas vezes,  ocorrem em seu meio social.