Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O filme Moonlight, ganhador do Oscar, retrata a trajetório de Chiron, um garoto negro que conviveu com violência e abusos sexuais durante a infância. Apesar de ficção, a história de Chiron ainda é, infelizmente, comum ao cotidiano de muitas crianças ao redor do mundo. No Brasil, essa mazela é ocasianada e impulsionada pela inércia familiar em discutir o assunto e pela ausência da educação sexual no âmbito escolar.
Em primeira instância é necessário analisar o papel familiar no combate a esse problema. Segundo o filósofo Émile Durkheim, a família é a primeira e mais importante instituição social. Ele afirma que essa é responsável pelo preparo do corpo social, moral e psicológico das crianças. Sob essa ótica, nota-se a importância familiar no preparo e na conscientização das crianças à possíveis investidas sexuais. Logo, no Brasil, onde há uma omissão parental em discutir o tema, o abuso sexual de menores não encontra entraves.
Ademais, a ausência de educação sexual na formação acadêmica de crianças é outro agravante. Segundo o ativista histórico Nelson Mandela, a educação é a ferramenta mais poderosa de mudança social. Em vista disso, percebe-se a importância escolar no combate a mazelas, como o abuso sexual infantil. Sendo assim, no Brasil, onde a educação sexual ainda vista como um tabu e fervorasamente combatida pelas alas conservadoras da sociedade, a ocorrência desses abusos são mais frequentes.
Portanto, é notório como esses fatores são agravantes do abuso sexual infantil e é dever do Ministério da Educação contorná-los. Para isso, deve iniciar uma campanha, por meio das mídias sociais (comumente utilizada por crianças e jovens), de conscientização através de posts e vídeos educativos. Essa campanha mostraria como identificar investidas sexuais e como denuncia-lás. Dessa forma, menores estarão cientes de como reagir à tais situações, evitando que histórias como a de Chiron não sejam tão ordinárias.