Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 11/01/2021

Mignonnes, lançada na Netflix em 2020, conta a história de Amy, uma garota de 11 anos que se rebela contra o conservadorismo de sua família e se encontra em um grupo de dança na escola. Porém, a série gerou debates nas redes sociais por conta da sexualização infantil e da possibilidade de uso como conteúdo a favor da pedofilia. Coisas desse tipo tornam a erotização infantojuvenil algo frequente na sociedade brasileira, que deveria ser responsável pelo desenvolvimento, proteção e manutenção dos direitos desse grupo.

Normalmente, a imagem desses jovens é comercializada entre os próprios pais e a mídia, gerando um aumento da pressão social sobre a criança, enfatizando o uso de mulheres como um objeto sexual e até mesmo denegrindo a imagem desses indivíduos perante a sociedade a partir de certo ponto. Essa comercialização, consequentemente, além de afetar diretamente essa parte da população, acaba influenciando esses indivíduos menores de idade a se autosexualizarem.

A partir desse ponto, a internet passa a ser um dos principais meios de disseminação do conteúdo em questão, muitas vezes utilizados por esses indivíduos sem a supervisão de um pai ou responsável e sem o diálogo necessário para que o jovem tenha consciência dos perigos que podem afetar sua segurança, tanto social quanto psicológica.

Por isso, o poder legislativo deve reforçar as leis dos direitos da criança e do adolescente, punindo adequadamente pessoas que usam e expalham de forma sexual a imagem infantil atravéz da mídia, para que a sociedade brasileira possa aumentar, mesmo que de forma gradativa a qualidade de vida dessas crianças em relação aos perigos da sociedade. Além disso, deve-se usar a mídia para fazer campanhas de conscientização parental em relação aos perigos que a sexualização infantil pode causar a sociedade e aos seus próprios filhos.