Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Na série estadunidense “Inacreditável”, é contada  a história de algumas jovens que conviveram com abusos sexuais desde a infância e, também, como a sociedade as enxerga. Nesse sentido, é mister a discussão sobre os desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil. Todavia, é notório pontuar como o mundo visualiza esses indivíduos e, como reluta para aceita-los como as reais vítimas. ademais, outro fator que aumenta o problema perpassa a esfera da desinformação, uma vez que as pessoas abusas nem mesmo sabem como denunciar os casos sofridos.

Primeiramente, fica claro, portanto, que a própria sociedade figura entre os principais agentes que corroboram o entrave, visto que por muitas vezes acusam de “vitimismo” os indivíduos que tiveram suas realidades completamente distorcidas pelos abusadores. Nesse prisma, as vítimas sentem-se retraídas e, por vezes, preferem até mesmo não efetuarem as devidas denúncias por medo de como serão vistas pela coletividade, causando uma sensação de que estão sozinhas contra todos. Consoante a isso, segundo a WCF Brasil (World Child Fondantion), cerca de 32 mil casos de abuso foram registrados no país, dos quais apenas 12% chegaram ao judiciário, estatística essa, de fato, alarmante. Somado a isso, os abusadores saem como apenas alguém que aproveitou uma oportunidade que supostamente lhes foi dada, quando na verdade, agiram indiscriminadamente contra esses pequenos.

Outrossim, é valido, ressaltar, a importância que possui a informação  no combate ao abuso infantil. Dessa forma, parafraseando o filósofo alemão A. Schopenhauer, “O conhecimento de um indivíduo sobre determinado assunto, delimita o seu entendimento a respeito dele”, desse modo, é de suma importância que as instruções sejam divulgadas pela mídia aberta, para assim, ensinar não somente as crianças, mas também os adultos que como responsáveis, devem observá-las e, também, manterem uma linha de diálogo aberta, visando os observar os primeiro sinais de que estão sendo importunadas de alguma forma e, logo após, efetuarem as denúncias contra esses criminosos. Destarte, é necessário que como forma de prevenção, a Escola como primeira formadora do senso crítico humano, ensine por meios didáticos sobre como as crianças devem agir sob essas circunstâncias.

Infere-se, dessa maneira, que muitos são os desafios para o combate ao abuso sexual infantil no Brasil, uma vez que a própria sociedade insiste em lutar contra as vítimas. Em virtude disso, cabe ao governo, em conjunto com o MEC (Ministério da Educação e Cidadania), a inserção de psicólogos dentro das escolas, juntamente com palestras veiculadas nos principais meios de comunicação, que busquem por meio da informação educar e mostrar as vítimas e responsáveis seus direitos, para assim, muni-no-los com informação, evitando que casos como os de “Inacreditável”, continuem acontecendo.