Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A Magna Carta brasileira garante os direitos á segurança, á liberdade, o bem estar e á justiça. No entanto esses direitos são contestados uma vez que, de acordo com o veículo de informações G1 noticias, os casos de abuso sexual infantil no país chegaram ao número 184.524, no período de 2011 a 2017. Independente do fato que a educação sexual seja um tabu, para que essa realidade seja revertida a implantação da mesma nas escolas é necessária, assim como á regulamentação das leis presentes na federação.
A princípio deve ser resaltado que o Estado falha ao não introduzir aulas de educação sexual nas escolas, palestras de ensino como essa além de diminuir os índices de violência sexual, trabalham na prevenção contra gravidez indesajada e doenças sexualmente transmissíveis. Indubitavelmente muitas crianças, por não saberem diferenciar as partes do seu próprio corpo e por serem convencidas por seus abusadores que elas são tão culpadas quanto eles, acabam não os denunciando. Módulos de ensino como este mostram as crianças como nominar ás partes do seu corpo, diferenciar um toque amigavel de um toque erotizado e a denunciar qualquer contado que a tenha deixado desconfortável para seus pais ou outro adulto responsável.
Além disso, é de conhecimento público que a falta de regulamentação de leis no Brasil tem sido um empecilho no combate ao abuso sexual infantil. Isso tem como consequência a falta de compromisso dos órgãos públicos na punição dos abusadores, de maneira a dificultar que as vítimas se sintam seguras para denunciar os mesmos. Portanto a interferência estatal é extremamente necessária para que esses obstáculos sejam superados.
Devido á falta de acesso a educação sexual e a falta de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Propaganda devem organizar palestras semestrais, por meio de pequenos comercias para conscientizar a população sobre o abuso infantil presente no país e como ele deve ser combatido, além de promover aulas nas escolas voltadas para discussões sobre como detectar tipos de abuso e a importância da comunicação familiar.