Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 12/01/2021
Mignonnes, lançada na Netflix em 2020, conta a história de Amy, uma garota de 11 anos que se rebela contra o conservadorismo de sua família e se encontra em um grupo de dança na escola. Porém, a série gerou debates nas redes sociais por conta da sexualização infantil e da possibilidade de uso como conteúdo a favor da pedofilia. Consequentemente, a erotização infantojuvenil torna-se algo frequente na sociedade brasileira, que deveria ser responsável pelo desenvolvimento, proteção e manutenção dos direitos desse grupo.
Na contemporaneidade, as imagens desses jovens costumam ser comercializadas pelos próprios pais em algumas publicidades infantis. Contudo, isso acaba gerando um aumento da pressão social sobre a criança, denegrindo a imagem desses indivíduos perante a sociedade a partir de certo ponto e, em alguns casos, enfatizando o uso de mulheres como um objeto sexual. De acordo com uma matéria do site Lunetas do dia 12 de junho de 2017, a erotização infantil atravessa as etapas de desenvolvimento da criança e antecipa seus aprendizados, o que pode ser bastante nocivo, ou seja, além de afetar diretamente essa parte da população, pode acabar influenciando esses indivíduos menores de idade a se autosexualizarem.
A partir desse ponto, a internet passa a ser um dos principais meios de disseminação do conteúdo em questão quando usadas pelos próprios jovens. Muitas vezes, esses meios de comunicação são usados por esses indivíduos sem a supervisão de um pai ou responsável, se tornando vulneráveis a qualquer tipo de influência. De acordo com pesquisas, 41% das crianças de 6 anos acessam a internet sem supervisão de adultos. Sem o diálogo necessário, crianças e jovens passam a não ter consciência dos perigos da erotização, que podem afetar sua segurança, tanto social quanto psicológica.
Por isso, o poder legislativo deve reforçar as leis dos direitos da criança e do adolescente, punindo adequadamente pessoas que usam e espalham de forma sexual a imagem infantil através da mídia, para que a sociedade brasileira possa aumentar, mesmo que de forma gradativa, a qualidade de vida dessas crianças em relação aos perigos da sociedade. Além disso, a mídia deve fazer campanhas de conscientização, através de palestras e propagandas para que os indivíduos fiquem atentos em relação aos perigos que a sexualização infantil pode causar a sociedade e aos seus próprios filhos.