Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 13/01/2021
No filme “Confiar”,é retratado o drama vivido por Annie de 14 anos que, conhece um rapaz virtualmente supostamente da sua mesma idade engatando, assim, um relacionamento em decorrência de uma paixão adolescente. Nesse sentido, a narrativa mostra em um determinado ponto, o primeiro encontro do casal, o que revela, no entanto, que o jovem rapaz, na verdade, é um homem adulto de idade avançada que afirmava ser um adolescente para se aproximar da vítima. Fora da ficção, é fato que a realidadeada pelo autor pode ser relacionado àquela do século XXI: seja por aplicativos ou chates de relacionamento bem como dentro da própria família e vizinhança onde uma criança está inserida.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, no Brasil, a falta de comunicação e diálogo com uma criança ajuda a perpetuar as barreiras para se alcançar o fim do abuso sexual infantil. Segundo dados do IBGE, cerca de 67, 7% das crianças e jovens enfrentam abuso atualmente. A prova disso esta na alta taxa de desaparecimento, sequestros, estupros e morte dos mesmos, noticiados diariamente nos canais de telecomunicações, visto que os tais marcam encontros virtuais de aplicativos de relacionamento, sem o conhecimento dos pais. Assim, fica claro que, esse mal deve ser freiado. Além disso, o percentual de abuso infantil dentro dos lares tem sido maior que for dessa esfera. Segundo dados do IBGE, dos casos de abuso sexual infantil 95% deles são de pessoas próximas a criança ou jovem, ou de membros da própria família. Paralelamente isso se mostra mais do que nítido em nossa sociedade vigente. Logo, é imperioso contornar esses problemas, os quais desencadeiam frustação, vergonha, medo, traumas e homicídio, com o intuito de evitar que diversas crianças e jovens têm suas vidas devastadas.
Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos impasses sociais que afetam a segurança e o bem-estar social das crianças e adolescentes no Brasil. Cabe às instituições de ensino, junto à família, abordar e trabalhar o tema com pedagogos e palestras socioeducativas, a necessidade de se construir um diálogo amplo e firme com os pais ou responsáveis quando tal crime ocorrer, discutindo suas consequências e o que pode-se gerar, com o propósito de informar e alertar. Ademais, é preciso que o Ministério da Justiça, por intermédio de verbas da União e do fundo rotativo, mova capital para criar leis mais punitivas para os praticantes de abuso sexual infantil, em prol da segurança dos afetados. Outrossim, o Ministério da Saúde deve investir em psicólogos para orientar, trabalhar e ajudar os incluídos dentro dessa esfera. Além disso, as ONGs, junto à mídia, podem divulgar notícias e criar projetos dando dicas e ideias sobre como ensinar a educação sexual infantil, para assim, instruir e conscientizar as crianças desde cedo. Dessa forma, combatebdo o embate deletério do problema. Brasil.