Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Em primeiro lugar, é importante dizer que o combate ao abuso sexual infantil no Brasil e no mundo é algo imprescindível para a evolução da sociedade. Ainda que não seja um processo atual, é uma ação que está atrasada no Brasil em relação aos países desenvolvidos, visto que esses apresentam medidas protetivas mais eficazes como o sistema exclusivo para monitoramento de abuso sexual infantil adotado pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.

De acordo com o Ministério Saúde, 76,5% dos casos de violência sexual são contra crianças ou adolescentes, o que é inadmissível para um país emergente como o Brasil. Certamente, um bom exemplo de como o abuso sexual infantil deve ser combatido no Brasil ocorre na série da Netflix “Como Defender um Assassino”, onde a advogada Annalise Keating defende com eficiência sua cliente, que sofreu abuso durante sua infância e, como consequência, desenvolveu graves problemas psicológicos.

Ademais, é perceptível que a realidade da infância brasileira é algo complicado, pois em muitos casos, segundo o Ministério da Saúde, as crianças ou os adolescentes são abusados pelos próprios pais, que deviam ser os principais agentes educadores de seus filhos. Contudo,  o Brasil vem evoluindo em relação ao combate contra o abuso sexual contra crianças e jovens, tendo notoriedade em 1990 quando, decorrente do grande número de casos, foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o intuito de oferecer proteção ao público infantil.

Portanto, é notório que, conforme o tempo passa, o combate ao abuso sexual infantil deve ser mais eficaz e, com isso, medidas devem ser tomadas visando a proteção de crianças e adolescentes. Logo, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente a pessoas que passaram e superaram os abusos sexuais sofridos na infância, elabore palestras públicas por meio da disponibilização de recursos, tendo em vista a prevenção e auxílio para pessoas que sofrem desse abuso.