Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O filme norte-americana “Confiar”, retrata o drama vivido por Annie de 14 anos que mostra-se, muito empolgada, em decorrência de um namoro virtual, no qual esta vivenciando. Na contemporaneidade, diversas crianças, adolescentes e jovens, de todas as idades, nacionalidades e classes como Annie, retratada pela obra, vivem essa realidade no âmbito virtual. Nesse sentido, ainda é preciso superar diversas entraves, entre elas, por exemplo, a falta de antevisão dos pais em relaçao as companhias virtuais e físicas de seus filhos muito comum no século XXI, que representa impasses para o fim dos desafios do combate ao abuso sexual infantil no Brasil e no mundo.
A princípio, é mister análisar como a falta de atenção, informação e cuidado ajudam a perpetuar as barreiras para se alcançar o fim deste mal. Decerto, vale lembrar que no Brasil, segundo dados do IBGE, 74,2% das crianças e adolescentes enfrentam abuso sexual atualmente, sendo sua maioria advindos de familiares. Na atualidade, como decorrência dessa falta de autossuficiência nos setores de segurança a criança e ao adolescente, setores sociais e governamentais, persistem muitos obstáculos, tal como a necessidade de apurar a alta taxa de desaparecimento dos mesmos, notificados diáriamente nos canais de telecomunicações, que, segundo o IBGE, demonstra que, tais ocorridos se dão, através de encontros virtuais realizados por aplicativos de relacionamento, sem o conhecimento dos pais, seja pela falta de atenção e acompanhamento dos tutores, seja pela falta de debates, diálogos e zelo dos pais ou responsáveis dentro do lar, com finalidade de passar confiança e segurança para criança assim atenando-os. Logo, é imperioso contornar esse obstáculo, o qual desencadeia perigos exorbitantes, com intuito de evitar que diversas crianças tenham suas vidas devastadas.
Torna-se evidente, portanto, a substancialidade de ir de encontro aos impasses sociais que afetam negativamente, a segurança e bem-estar social dos inclusos nesse quadro. Cabe às instituições de ensino, junto a família, abordar e trabalhar nos menores o conhecimento total sobre a pedofilia e seus riscos,trabalhando assim uma cultura de autocuidado presente diariamente, discutindo suas consequências e o que pode-se gerar, com propósito de informar e alertar os menores. Ademais, é preciso que o Ministério da Justiça, por intermédios de verbas da União e do fundo rotativo, mova capital para, criar leis mais punitivas para os pedófilos, em pró da segurança dos afetados. Outrossim, o Ministério da Saúde junto com a ECA devem investir em psicólogos para orientar, trabalhar e ajudar a incluídos dentro dessa esfera através de terapias cognitivas. Além disso, as ONGs, junto à mídia, podem divulgar notícias e criar projetos dando dicas e idéias de autocuidado para os pequenos, através de campanhas publicitárias e trabalhos de conscientização. Dessa forma combatendo o problema.