Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 20/02/2021
A lei brasileira reconhece o abuso infantil como todo ato com relação erotica envolvendo crianças com menos de 14 anos, seja um assedio com contato fisico direto (beijos, tentativa de relações sexuais etc) ou sem contato físico (propostas de relações sexuais, exibição de materiais pornograficos ou exibicionismo). A intenção de estimular a criança sexualmente impostas, na maioria das vezes, por violência física, ameaças ou de induções de sua vontade.
Na novela ‘‘outro lado do paraiso’’, temos a trama de Laura, uma garota que tinha constantes problemas de comunicação e aversão a sexo, mesmo já sendo casada e com 21 anos; no decorrer de sua historia descobrimos que seu padrasto abusava dela ainda quando era criança, cujo qual ela não suportava e mesmo após lembrar e denunciar os abusos cometidos por ele, Laura não obteve apoio de sua familia. A historia de Laura, apesar de ser fictícia, é muito parecida com a vida de muitas mulheres no Brasil, onde muito dos abusos infantis são ignorados pela familia da criança, as vezes sem os responsaveis terem o conhecimento do que está acontecendo, ou até mesmo fechando os olhos para manter a familia.
A cultura brasileira tem enraizada a pedofilia em si, com a exaltação da ‘’novinha’’, e os padrões de beleza impondo as pessoas a parecerem sempre mais novas, e as mulheres agirem com certa inocencia, como podemos encontrar no livro ‘‘dom casmurro’’ onde as mulheres deveriam ser algo entre anjos e crianças. Isso faz com que a pedofilia seja mais velada e até mesmo, dificil de ser reconhecida, o caso da menina de 13 anos que morreu dando a luz, que se dizia ‘‘casada’’ com um homem 28 anos mais velho que ela, e o relacionamento sendo reconhecido e aprovado pela familia e amigos.
Nos ultimos tempos, está sendo discutida a ideia de incluir na grade escolar infantil ‘’educação sexual’’, em que os professores irão explicar para crianças como reconhecer se estão sendo abusadas, e a quem deve ser dito tal coisa.
Kant já dizia que ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’; devemos ter em mente que aproximadamente 40% dos abusos são cometidos por familiares ou pessoas proximas a vitima, então o dever de informar e proteger não deve se abster apenas a familia. A ideia de implantar a ‘’educação sexual’’ na escola, além de ajudar as crianças que sofrem com abusos a reconhecer e falar o que está passando, poderá desconstruir no futuro a cultura de pedofilia que vivemos no país.