Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 17/02/2021
A obra de Jorge Amado ‘‘Capitães de Areia’’ retrata a marginalização de crianças nordestinas no século XX, dentre as quais eram vítimas de violentações sexuais, um conflito que ultrapassa os enredos literários. Entretanto, essa prática intensificou-se no Brasil atual, tornando-se negligente por alguns indivíduos e, por isso, demandam intervenções. Ademais, é imperioso ressaltar os principais impasses para a contenda ao abuso sexual infantil, com destaque a desinformação desse grave crime e a irresponsabilidade familiar dos afetados.
Nesse contexto, a falta de conhecimento, associada a negligência dos sujeitos, proporcionam terreno fértil para a execução da exploração de jovens e crianças. Isso ocorre, porque muitos não sabem identificar este delito e, assim, não buscam ajuda. Nesse viés, muitos casos são falseados e não há denúncia, teorizados por Nicolau Maquiavel, em que tais resultados se justificam pelos meios apresentados. Dessa forma, o sofrimento infantil perpetua-se.
Somado a isso, tendo em vista a realidade domiciliar, os assédios infantojuvenis acontecem nos próprios lares, por parte de pais, padrastos, tios e amigos próximos. Com efeito, sem qualquer intromissão, certamente, são desmoralizações ininterruptas, como é mostrado em pesquisas do Ministério da Saúde, onde 69% das notificações ocorreram em casa. Desse modo, os abusos são tidos como nocivos.
Evidencia-se, portanto, que o combate a violência sexual infantil é um processo conflituoso que exige a atenção de todos. Por conseguinte, cabe ao Conselho Tutelar investigar a relação familiar, com visitas periódicas aos domicílios, a fim de abordar infrações e trazer mais conforto às crianças. Por fim, ONGS podem realizar campanhas de informação para comunidades, através de palestras e rodas de conversa com especialistas, buscando ajudar na identificação de casos. Feito isso, a sociedade brasileira poderá proteger o público infantil contra atrocidades sexuais e morais.