Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 17/02/2021
O filme 3096 dias conta a história de Natascha Kampusch, uma menina que foi sequestrada aos 10 anos de idade e passou mais de 8 anos em cativeiro, em que nesse período foi abusada sexualmente varías vezes por seu sequestrador. Podemos associar a realidade vivida pela garota à de diversas crianças e adolescentes do Brasil; um cenário que se repete todos os dias e que até então não se foi dado uma solução. Isso se deve a diversos aspectos, seja pela proximidade do abusador com a família, seja pela dificuldade de se identificar que a criança está sendo violentada. Essa é uma problemática e um crime que não se pode mais tapar os olhos para que pare de ser algo tão comum de ser visto.
Em primeira análise, é de extrema importância pontuar que, na maioria dos casos, o agressor tem vínculo familiar com a vítima, podendo ser amigo, conhecido, ou até mesmo um parente próximo. Para o abusador, essa proximidade é positiva, pois faz com que a criança tenha confiança nele e que seja extremamente facíl de manipular, e com isso vem a dificuldade dela perceber que o ato é errado. Considerando que já são poucos casos que a vítima pede ajuda para alguém, se o agressor for próximo da família, o medo é ainda maior. Pois o que pode, e não é muito difícil de ocorrer, é que não acreditam na criança e sim no abusador, muitas vezes para não destruir a família, e podem até consentir com o abuso sexual.
Entretanto, deve-se levar em conta o impasse inicial, que seria descobrir se essa situação está acontecendo. Porém se torna muito difícil, primeiramente, para a criança identificar que está sofrendo um abuso, já que muitos familiares não ensinam e não orientam sobre por ser um tabu, além de que esse cenário pode acontecer dentro de casa. Portanto, seria de dever crucial existir educação sexual nas escolas, para que a vítima soubesse como pedir ajuda e que os professores estivessem preparados para agir nessas circustâncias. Também seria essencial para que as crianças aprendessem como se defender e dizer não já no primeiro contato, para que o agressor fosse intimidado. As pessoas próximas aos pequenos, deveriam se atentar aos minímos detalhes que as crianças dão, para que possam oferecer ajuda.
Dessa forma, fica claro que há diversos caminhos a serem explorados para se superar esse problema. O Estado deveria implementar programas mais eficientes, que lutassem contra o abuso infantil, assim como o Órgão Legislativo deveria estabelecer penas mais rígidas para quem comete tais crimes. O Ministério da Educação deveria implantar a grade curricular obrigatória de educação sexual em todas as escolas, pois o conhecimento é valioso. Tomando tais medidas o país se tornará uma nação mais preocupada com a infância das crianças brasileiras.