Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 18/02/2021

O filme 3096 dias de cativeiro, narra uma história verídica. Natasha, uma menina de 10 anos foi sequestrada por Thure, um homem que a observava desde tempos, só a espera de uma oportunidade de pegá-la, prendendo-a dentro de um cubículo sem banheiro, janelas e cama e forçando-a a ter relações com ele. Fora da ficção, é fato que pode ser comparada àquela do século XXI: baixo índice de denúncias e naturalização do problema.

Em primeira análise, estima-se que apenas 10 por cento dos casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes sejam, de fato, notificados às autoridades. Essa decrescente notificação pode ser por vários motivos: medo do agressor, ou de sua mãe por não acreditar na vítima, ou dos dois ao mesmo tempo em casos de o agressor ser o pai, ou o padrasto, infelizmente na maioria dos casos, o abusador está o mais próximo que você imagina, está dentro do seu convívio, na sua família e por esse motivo, tentam apagar o ocorrido, mas para a vítima não é tão fácil assim.

Além disso, uma das piores e vergonhosas causas, é a naturalização desse problema que só aumenta os casos, ela está apoiada a várias construções históricas como o patriarcado e o machismo, fazendo com que esse assunto não seja tratado em casa por preconceito e tabu. Os agressores colocam a culpa em roupas curtas como forma de insinuação, porém nem sempre a vítima está com esse tipo de vestimenta, como o caso de crianças e idosos na maioria dos casos.

Portanto, essa responsabilidade de educação sexual e do não silêncio não é só da família como também de setores da saúde, educação, etc. Para vir com palestras sobre atenção, denuncias, como se defender, entre outros. Só assim, será possível esse problema diminuir cada vez mais os números de ocorridos e aumentar o número de denúncias, sem silêncio.