Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 25/02/2021

No Reino Unido o indice de abuso sexual infantil é baixissimo, já no Brasil milhares de crianças e jovens sofrem dessa agressão diariamente. De acordo com a ‘’Coordenação de Aviação Operacional’’ (CAOP) mais de três crianças são abusadas a cada hora no país. Esse índice tem se elevado ano após ano, com 2018 tendo mais de 32 mil casos. Analisando a situação observa-se um fator agravante à negligência do governo ocasionada devido a falta tanto de informação quanto de apoio a essas crianças e adolescentes.

Pesquisas apontam por volta de 17 mil casos, situados principalmente em residências e provocados, em sua maioria, por pais ou padrastros. Diante dessa ‘‘guarda’’ dos pais é extremamente difícil da criança fazer algum tipo de denúncia ao agressor. A partir dessa situação, estudos acadêmicos afirmam que apenas 10% dos casos são levados às autoridades, ou seja, por volta 170 mil casos só em 2019. Essa baixa porcentagem no número de denúncias também está ligado ao desligamento de muitos programas como o ‘‘Escola que Protege’’, que capacitava professores a identificar, nas crianças, alguns fatores que poderiam ser ligados ao abuso.

Outro ponto que se mostrou prejudicial em relação ao governo, ou mesmo do presidente Jair Bolsonaro, foi seu posicionamento afirmando que não se deve discutir educação sexual nas escolas, deve ser um assunto somente do ambiente familiar. Ideal que pode acabar agravando mais o número de casos, levando em conta que os ataques ocorrem em sua maioria em ambiente familiar. Contudo, diante desse aumento no número de casos de abusos sexuais infantis, devem ser tomadas medidas com urgência.

Sendo assim, o governo deve trabalhar para gerar, nas mídias sociais, uma maior divulgação do mês de maio, principalmente, do dia 18 de maio, dia do combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Além da divulgação também do disque 100 que recebe diariamente e em todos os horários, qualquer denúncia de violação dos direitos humanos. Também a volta dos programas como o ‘‘Escola que Protege’’, que capacita os professores a identificar situações assim. Assim com o passar dos anos poderemos observar uma melhora na vivência dessas crianças.