Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 22/02/2021
No média metragem “O silêncio de Lara”, é contada a história de uma garota que sofre abuso sexual desde criança, no entanto, apenas na adolescência ela decide denunciar o caso as autoridades. É fato que muito se discute sobre abuso sexual infantil no Brasil, porém, ainda não existem medida claras e suficientes para minimizar os impactos psicológicos que elas eventualmente possam ter, e, para dar voz as crianças e adolescentes que já foram/são molestadas, além informações sobre autoproteção a elas.
Primeiramente, é necessário destacar que os casos de violência sexual infantil podem ocorrer intrafamiliarmente ou extrafamiliarmente. Segundo o Ministério da Saúde, a cada 15 segundos 1 criança é abusada sexualmente no Brasil, sendo que 80% dos casos são intrafamiliares. Inegavelmente, as crianças se sentem acanhadas a conversarem com alguém sobre o que aconteceu ou tem acontecido, afinal, essas práticas sexuais são induzidas a criança e ao adolescente acompanhadas de ameaças, dessa forma, a vítima fica com medo de que se denunciar o acontecimento a alguém, coisas muito ruins que a foram ameaçadas possam acontecer.
Sem dúvida, a partir do momento que aquela criança que foi abusada sexualmente cresce com aquele fato guardado para dentro de si, ela certamente pode desenvolver problemas psicológicos e sociais sérios quando crescer. Então, visto que as crianças e os adolescentes sentem temor a denunciarem e podem desenvolver futuros problemas psicosociais, a prevenção precisa começar desde cedo dentro de casa, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a melhor forma de prevenção contra o abuso sexual infantil, são os pais desde cedo envolverem de forma proativa a comunicação aberta sobre segurança pessoal desde cedo. Porém, ainda é necessário que as autoridades entrem em ação.
Em suma, para diminuir os casos de violência sexual infantil no Brasil e dar voz e passar ensinamentos as crianças e adolescentes em como lidar caso isso aconteça (ou esteja acontecendo), cabe ao Ministério da Educação, criar em todas as escolas (particulares e públicas), aulas que ensinem crianças a partir de 3 anos sobre segurança pessoal e comunicação aberta com os responsáveis, por meio de atividades simples e lúdicas (Exemplo: onde pode ou não tocar no corpo do amiguinho(a)), mas eficazes ao ponto de a longo prazo diminuírem os tristes índices crescentes de casos de abuso sexual infantil no Brasil.