Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 26/02/2021
O combate ao abuso sexual infantíl é um assunto muito perturbador e delicado. O abuso sexual pode ser cometido de três maneiras diferentes: com contato físico, sem contato físico e também a exploração sexual. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde em seu boletim epidemiológico 27, quase 65% dos casos denunciados, o agressor era pertencente a um vínculo intrafamiliar, ou era conhecido ou amigo da vítima. Isso leva em evidência, de que os abusadores são apenas pessoas desconhecidas, não passa de um mito. Em inúmeras vezes quando esse tipo de situação acontece, é muito difícil dela ser descoberta, seja pelo agressor ter chantageado, ameaçado ou convencido a vítima de não expor o ocorrido, ou simplesmente por medo ou vergonha partindo da família, oque torna muito mais complicado de combater essa violência.
Baseado nessas informações, é fundamental que a vítima conte para a família, e ela tome providências de buscar ajuda de profissionais, denunciando o caso, para que o agressor seja devidamente punido, e a vítima consiga se recuperar, por meio de um tratamento, pois os danos causados não são apenas físicos, mas principalmente psicológicos. Em grande maioria, os casos ocultados pelas famílias por medo de repercussão, ocorrem em famílias de classes mais privilegiadas, segundo o UOL.
Outra informação extremamente importante de ser abordada, são os sinais de um abuso em potencial, em casos dele não ser revelado inicialmente. Se houver uma suspeita por parte da famíliade que uma situação dessas pode estar acontecendo, segundo o site: https://diocese-sjc.org.br/abuso-sexual-infantil-como-identificar-uma-possivelvitima/; A família precisa estar atenta a alguns pontos indicativos de um abuso, como mudanças comportamentais, fisiológicas e emocionais, seja por não comer ou comer excessivamente, ficar mais introvertido, queda de rendimento escolar, evidênciar orgãos genitáis em personagens e desenhos etc…
Quando a família passa a se atentar a esses sinais, é possível tomar as devidas providências para ajudar a vítima e punir o agressor, além de prevenir a tempo de prevenir um evento de repetição desse caso, como ocorre em cerca de entre 33,7% e 39,8% das vezes, segundo o Ministério da Saúde em seu boletim epidemiológico 27.
Tendo em vista essas informações, é necessário que providências sejam tomadas para que o combate ao abuso sexual infantil torne-se mais eficiente, e que os casos sejam denunciados. Isso pode ocorrer por meio de uma divulgação mais eficiente desse tipo de problema, como divulgar o mecanismo de denúncias disque 100 e também ensinar as crianças a identificar situações perigosas e vulneráveis.