Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 01/03/2021
No conto infantil Rapunzel, a menina é subordinada aos interesses doentios de uma bruxa, ela tinha seus direitos e parte de sua liberdade privados. Não tão diferente dessa história, atualmente, parte das crianças sofrem abusos constantes, como é o caso do abuso sexual, e têm sua dignidade e infância perdida, o que cria pessoas fragilizadas, vulneráveis e inseguras.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a cada uma hora, três crianças são abusadas sexualmente, segundo dado do Ministério dos Direitos Humanos, e cerca de 90% dos casos ocorrem no âmbito familiar. Em parte, isso se deve a desestruturação familiar, nesse caso, a vítima cresce em um ambiente que lhe deixa extremamente vulnerável, facilitando a ocorrência de crimes como esses.
Em segundo lugar, analisa-se a teoria da tábula rasa de John Locke: “O ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências.” Dito isso, observa-se que crianças quando sofrem qualquer tipo de abuso, tendem a desenvolver algum tipo de doença psíquica. Em outras palavras, o abuso cria humanos frágeis, vulneráveis e inseguros, tendo mais propensão a ocorrer mais casos como esse ao longo da vida.
Logo, conclui-se que esse cenário criará uma sociedade doentia e problemática, assim sendo, o abuso sexual infantil não pode continuar. Os órgãos governamentais devem criar mecanismos de segurança, aumentando a vigilância em áreas muito movimentadas e em bairros carentes -onde esse caso se reverbera mais por precisarem dessas condições para sobreviver-. Grupos de psicólogos especializados nessa área, devem fazer visitas periodicamente nas escolas e casas onde já se houve denúncias ou algo suspeito tiver acontecido, afim de conseguirem ajudar e dar apoio para as vítimas ou evitar tais casos alertando e instruindo a criança a como agir nessas situações.