Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 01/03/2021

O Imperador Romano Tibério, segundo o livro “Vida dos Doze Cézares”, por Suetónio, tinha inclinações sexuais que incluiam crianças como objeto de prazer. Essa atitude deplorável de abusos sexuais infantis ocorria desde a antiguidade, sendo ainda frequente na sociedade brasileira, gerando problemas como: a falta de educação e os abalos gerados.

Em primeiro lugar, as crianças não possuem instrução o suficiente para reconhecer o abuso que estão sofrendo, não tendo condições de relatá-los ou até mesmo não possuindo um ambiente favorável ao acolhimento desse tipo de situação. Por exemplo, o livro “Não conte para a mamãe” de Toni Maguire conta a história real da autora sobre o abuso sexual que sofreu na sua infância pelo seu padrasto, no qual a própria mãe sente ciúmes da filha, e não a ajuda. Sendo assim, muitas crianças carecem de apoio familiar e vivenciam isso dentro da própria casa, sendo necessário ambientes acolhedores e conhecimento para auto-defesa.

Em segunda análise, os impactos causados por abusos sexuais ocorridos na infância são imensuráveis. Tal fato pode ser exemplificado com o filme norte americano “As vantagens de ser invisível” de 2012, que conta a história de Charlie, personagem principal que possui grandes traumas, ataques e problemas psiquiátricos frequêntes derivados de abusos sexuais realizados pela sua tia durante sua infância. Isso evidencia o quão sério é a violência sexual, podendo causar não só traumas infantis, mas também entraves para o resto da vida.

Diante disso, o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação devem implementar conhecimento acerca da violência sexual por meio de aulas implementadas nas escolas. Essas aulas devem ser obrigatórias desde a Educação Infantil, no qual professores capacitados ensinem sobre proteção ao prórpio corpo, reconhecimento de um abuso sexual e as devidas formas de denuncias de acordo com o nível escolar. Assim, essa ação terá a finalidade de instruir as crianças e adolescentes a reconhecer e delatar esse tipo de prática, permitindo que estas possam se cuidar, além de tornar a escola um ambiente acolhedor.