Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 11/03/2021
No livro “Lolita”, de Vladir Nobokov, Humbert é um homem de meia idade que se envolve sexualmente com sua enteada de 12 anos. Fora da alusão, a realidade de muitos jovens brasileiros se caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao abuso sexual na infância. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, que deriva pela falta de ensino sobre seus corpos na escola e pela negligência familiar.
Primeiramente, tem-se abuso sexual como ato ou brincadeira em que o abusador (adulto) tem a intenção de práticas eróticas com a criança, por meio de violência e ameaças. Contudo, é difícil para o jovem entender o que está acontecendo, sendo assim, o ensino sobre sexualidade é fundamental para auxiliar na procura de ajuda para a denúncia. Desta maneira, a Constituição federal de 1988 garante o direito à proteção da criança e do adolescente, o que acaba sendo descumprida, pois dados do Ministério da Saúde afirmam que 20 jovens são abusados diariamente no Brasil.
Seguidamente, no Mito da Caverna, de Platão, o filósofo retrata a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade, em virtude do medo da mudança. Todavia, nota-se que um dos empecilhos na resolução desse obstáculo para combate da pedofilia é a negligência familiar, que muitas vezes não percebe os sinais que a criança deixa explícito. Podendo-se investigar hematomas, diminuição do apetite, pertubações no sono e queda no desempenho escolar. Além disso, deve-se ressaltar que a violação sexual não afeta somente a saúde física, mas também a psicológica podendo acarretar em depressão, ansiedade e síndrome do pânico.
Portanto, é evidente a necessidade de ações adequadas que combatam o abuso sexual infantil no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos e palestras como meio de ensinar sobre o funcionamento dos seus corpos e que ninguém pode tocar em suas partes íntimas, além de deixar as escolas como um local em que as crianças podem ser ouvidos, além, de contatar os pais ou o Conselho Tutelar a qualquer sinal de abuso. Com as ações adequadas e com o ensino, tal problemática seria denunciada de maneira mais rápida e menos dolorosa para a vítima.