Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 24/04/2021

Uma questão bastante discutida, é o grande número de casos de abuso sexual infantil no Brasil que, até então, não possui medidas muito eficientes contra isso. Tal tipo de violação pessoal pode ocorrer devido a família ou a educação não orientarem as crianças sobre o assunto e, muitas vezes por vergonha ou ameaças, os responsáveis pela vítima não registrarem o ocorrido. Mediante tais fatos, é notório a necessidade de uma solução para melhoria do bem estar de meninos e meninas indefesas.

Apesar dos pais e as escolas serem as principais fontes de aprendizado das crianças, muitos deles evitam comentarem sobre qualquer tema sexual, incluindo alerta-las sobre os perigos que elas podem evitar. Como exemplo da importância do ensino sobre esse conteúdo, na cidade Cachoeira, Bahia, foram registrados apenas 22 casos de abuso infantil entre os anos de 2017 à 2019, de acordo com o Conselho Tutelar e o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), enquanto de 2011 até metade de 2018 houveram aproximadamente 16.100 mil denúncias, em todo o país. Isso o corre na cidade pois nos institutos educacionais são apresentados projetos e atividades, para crianças a partir de três anos e aos pais delas, a respeito da educação sexual, nos quais eles são orientados sobre suas partes íntimas e sobre quais medidas devem tomar caso sejam abusados.

Outro fator, que pode levar a esses atos ocorrem mais de uma vez, é de os genitores omitirem isso às autoridades pois o abusador faz parte da família e eles ficarem com vergonha de denuciá-lo ou por serem ameaçados por ele. De acordo com o MMFDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), no ano de 2019, dos 159 mil registros de abuso à jovens e menores, 40% dos agressores eram o pai ou o padrasto e 73% ocorreu na casa da vítima e, em quase todos os casos, a pessoa passa confiança ao mais novo, que o faz achar que não precisa contar a ninguém sobre o que aconteceu. Em razão disso, há uma grande quantia que sofre em silêncio e acabará tendo problemas psicológicos no futuro, como medo de se relacionar com o sexo oposto ou problemas familiares.

Fica claro, dessa maneira, a urgência em se encontrar uma solução para combater o abuso sexual infantil no Brasil. Para reduzir essa problemática, cabe ao Ministério da Educação implementar aulas sobre educação e orientação sexual em escolas para a conscientização tanto dos pais quanto dos alunos. Por meio dessas ações, será possível a preservação da saúde mental e física de muitas crianças e adolescentes, que irão ter conhecimento e grandes chances de evitarem a violação de seus corpos.