Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 06/05/2021
A série americana “13 Reasons Why” retrata a vida de uma adolescente abusada sexualmente e suas consequências, entre elas o suicídio. Fora da ficção, o número de pessoas que carregam o trauma deixado pelo abuso sexual é assustador. Segundo o estudo realizado pela Secretaria da Segurança Pública brasileira, em média, 180 pessoas são abusadas diariamente no Brasil. Com efeito, evidencia-se a necessidade de uma central de denúncias de violências sexuais, a conscientização da população brasileira, um maior rigor e eficácia de investigações, além do apoio de um psicólogo especializado no tratamento de pessoas abusadas sexualmente.
Assim como os Estados Unidos e a União Européia, destaques no enfrentamento de violências sexuais, o Brasil deveria dispor de uma central de denúncias contra tal abuso, visto que, desse modo, todas as acusações seriam concentradas em um mesmo local, facilitando e agilizando as investigações e a duvida de em qual local se deve ligar no momento da denúncia.
Em seguida, levando em conta a pesquisa realizada pelo canal BBC Brasil, existe uma imensa falta de regras quanto à investigação e os retornos das mesmas, o que deveria ser anulado, já que, se não há uma investigação e retorno adequados, os criminosos não são devidamente punidos e, consequentemente, é concedida uma maior liberdade para que os mesmos criminosos continuem a abusar de jovens.
Em adição, a disponibilização de psicólogos qualificados nesse ramo cessaria os graves danos causados às mentes da população que foi abusada sexualmente e, como resultado, diminuiria a taxa de suicídio na população brasileira.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. Não só a Federação Brasileira juntamente da Secretaria de Segurança Publica devem criar uma central de denuncias de violências sexuais, facilitando e unificando em um mesmo local, tanto as denuncias, quanto o encaminhamento ao apoio necessário para cada caso; os mesmos órgão públicos devem criar regras mais rígidas e destinar uma maior fiscalização sobre a eficiência e realização das investigações e seus retornos. Mas os municípios também devem disponibilizar uma psicóloga qualificada em tal assunto, para cuidar da mente da população abusada sexualmente.