Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 10/05/2021

O filme 3096 dias de cativeiro, mostra a história real de uma menina em idade infantil que foi mantida presa pelo seu sequestrador por mais de 8 anos sofrendo agressões psicológicas, sexuais e físicas diárias. Nesse contexto, não que tange a questão dos desafios ao combate ao abuso sexual na infância no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da falta de incentivo às denúncias e da ausência de políticas públicas relacionadas ao assunto.

Em primeira análise, é importante ressaltar que de acordo com o Boletim Epidemiológico 27, do Ministério da Saúde, cerca de 69,2% dos casos de abusos sexuais são ocorridos nas próprias residências das vítimas e por volta de 37% possuem vínculos familiares. Desse modo, a quantidade de famílias que denunciam esses agressores e correm atrás de justiça é mínima, deixando todo o processo ainda mais conturbado. Convêm ressaltar, que a educação sexual ainda é um assunto pouco comentado em meios de ensino, nas moradias e entre a sociedade, tendo como consequência como o pouco conhecimento do assunto, principalmente entre a geração mais nova, deixando essas pequenas mentes em aberto para descobrir sozinhos ações confortáveis ou incômodas de terceiros.

Em segundo plano, entrando de acordo com o pensamento do filósofo Aristóteles quando a mesma cidade que a política tem como função preservar o afeto ente as pessoas de uma sociedade, no Brasil essa citação apresenta algumas ações controversas. A organização brasileira quando se trata de abusos sexuais demonstra falhas para obter justiça pela vítima, sendo a impunidade o principal motivo para que uma pessoa pratique violência sexual. Admitindo a pesquisa do arquivo da Agência Brasil, 54% dos entrevistados acreditam que as vítimas não contam com o apoio do estado para denunciar seu agressor, desse modo, sem a colaboração total de órgãos que deveriam proteger, o caminho para decisões ainda fica mais complexo.

Diante do apresentado, se torna clara a necessidade de ajustes e soluções para tais problemas. Primeiro o Ministério da Educação Brasileira deve incentivar por meio de campanhas e rodas de conversas, com a finalidade de esclarecer a importância da educação sexual entre crianças. Segundo, se tratando da falta de responsabilidade política, o próprio governo deve aperfeiçoar suas medidas de justiça quando o assunto é abusar de sexuais infantis, com a intenção de assim trazer uma pequena sensação de dignidade para a vítima e sua família. Assim, ressalta-se a relevância de resolver a problemática no momento atual, pois como defender o pastor Martin Luther King " toda hora é hora de fazer o que é certo".