Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 14/05/2021

Na Mitologia Grega, as Ninfas eram entidades femininas que representavam determinado elemento da natureza, no Brasil a palavra ninfa tem uma nova semântica de ninfa passou para a palavra  ninfeta, palavra de cunho sexual destinada à crianças e adolescentes. Nesse contexto, ao ouvir essa palavra dirigida a uma criança, pode-se observar que o país precisar aprimorar o combate ao abuso sexual infantil, pois palavras como ninfeta, não devem ser vistas como comum e sim repelidas junto com o seu significado. Além dessa mudança no léxico, o Brasil enfrenta problemas no combate ao abuso infantil devido ao baixo número de dénuncias feitas em comparação aos outros crimes, e também à falta de apoio psicológico e financeiro as vítimas.

Primeiramente, segundo dados da Revista Crescer, 75%  dos abusos sexuais no Brasil acontecem na faixa etária de 1 a 15 anos, ou seja, as denúncias devido a idade das vítimas são feitas por um adulto, pois as crianças abusadas são vulneráveis. Desse modo, muitos casos de abuso ficam omissos, pois na maioria das vezes as vítimas não compreendem o que se intitula abuso, ou os adultos responsáveis não denúnciam o agressor, pois  o abuso pode ter sido cometido por um membro da família, então a denúncia não se concretiza por vergonha ou dependência financeira em relação ao criminoso.

Ademais, os direitos disponíveis para as vítimas após ao abuso são escassos, ou seja o apoio psicológico e financeiro não é garantido. Seguindo por este raciocínio, o combante ao abuso infanil não é totalmente eficaz, pois somente a prisão do culpado não é suficiente para abrandar o trauma deixado pelo autor do crime. Além de tudo, se o abusador for o provedor da família a vítima ainda passará por dificuldades financeiras.

Portanto, vale ressaltar que o combate ao abuso infantil precisa ser combatido com informações e políticas públicas. Posto isso, o Ministério da Educação deve destinar verbas para as escolas para que estas financiem correntes de apoio com psicologos, enfermeiros e professores, com o intuito de verificar  nos alunos através de conversas e reuniões, possíveis casos de abuso infantil, está ação em conjunto promoverá o aumento do número das denúncias. Outrossim, o Sistema Único de Saúde, SUS, em parceria com ongs devem aumentar o número de psicologos nos postos de saúde, para atender pacientes vítimas de abuso, e por outro lado as ongs devem promover ajuda financeira as famílias das crianças  abusadas caso necessitem do auxílio. Feito isso, o combate ao abuso infantil poderá ser mitigado de forma expressiva tanto nos efeitos causados em curto prazo-aumento das denúncias-, quanto à longo prazo(traumas do abuso).