Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 17/06/2021
É notório que os desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil estão tomando proporções maiores. Na frase “Triste de quem não conserva nenhum vestígio da infância” de Mário Quintana, nota-se que a preservação da infância é essencial, já que a mesma tem significativa relação com o futuro da pessoa. Nesse sentindo, percebe-se que a juventude do ser é importante, contudo, devido à má orientação dos responsáveis em relação aos perigos da “web” e da visão pública da mulher como um objeto, o conceito de conservação da infância acaba por ser corrompido. Em primícias, cabe ressaltar a má conduta dos responsáveis em relação aos perigos inseridos na “internet”, em que o mesmo pode ser usado no intuito de manipulação do ser. No filme “Confiar”, a protagonista se relaciona virtualmente com um homem desconhecido, apos marcarem um encontro em um centro comercial a personagem é abusada sexualmente e tem seus vídeos publicados na “net”. Apesar de ser uma ficção, pode-se notar que o caso relatado no filme esta presente na atualidade, cuja “internet” facilita a manipulação quando não se tem uma orientação eficaz sobre como usar essa tecnologia. Com isso, percebe-se que a falta de orientação da família é uma problemática para o combate aos abusos sexuais no Brasil. Outrossim, é válido destacar a visão da sociedade perante a mulher como um objeto, cuja perspetiva colabora para a violação desse gênero. Na frase “A mulher tem o direito de estar no espaço público, de ser autônomo, de vestir o que quer. Isso não abre espaço para ninguém a questionar ou violentar”, dita pela filósofa Djamila Ribeiro, compreende-se que a mulher tem a liberdade para ser e fazer o que se deseja sem que outros seres invadam a sua autoridade. Decerto, as mulheres possuem direitos no meio social, no entanto, a população atual ainda possui resíduos do patriarquismo, em que esse possui o significado de que o homem tem total autoridade dentro de qualquer organização social incluindo a mulher. Dessa forma, verifica-se que a visão da mulher como objeto é um obstáculo no combate as invasões. Portanto, de modo a minimizar os efeitos dos abusos sexuais na sociedade brasileira, precisa-se tomar medidas. Inicialmente, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), deve inserir programas de proteção e fiscalização mais eficazes, de modo que as vítimas possuam tratamentos psicológicos por psicólogos semanalmente e sejam incentivadas a denunciar o seu agressor, no intuito de reduzir os efeitos causados pela violação e punir corretamente o invasor. Dessa maneira, pode-se presenciar na sociedade a preservação de uma infância feliz, além de encorajar as vítimas a denunciar seus agressores.