Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 17/05/2021
Na Roma Antiga, o casamento com crianças e adolescentes era considerado normal, entre as idades de 12 a 14 anos. Na atualidade, tal prática é considerada criminosa em muitos países, inclusive no Brasil. Porém, ainda assim, crianças e adolescentes não estão protegidos contra outros tipos de abuso, como por exemplo, o sexual. Esse tipo de violência tão maléfica que as crianças estão sujeitas, ocorre, infelizmente, em ambientes familiares e, seus abusadores, são muitas vezes sua própria família.
Em primeiro plano, um dos maiores desafios para a erradicação desse tipo de abuso é a própria família, como mostrado em pesquisa feita pela “Agencia Brasil”, onde mostra que cerca de 70% das denúncias de violência sexual, eram ocasionadas pelos próprios pais ou parentes próximos da vítima. Esse triste número escancara o perigo vivido por muitas crianças brasileiras. Portanto, como consequência disso, diminui o número de denúncias e essa criança fica sem amparo algum, afinal seu maior protetor, é seu próprio agressor.
Ademais, durante a pandemia do Corona Vírus, as denúncias diminuíram ainda mais, já, os números de violência dispararam, como concluído pelo jornal “BBC”. Nessa pesquisa, a diminuição das denúncias se deve ao fato das crianças passarem mais tempo em casa e consequentemente, sofrerem mais abusos sem poder recorrer as escolas e creches. Desse modo, além de permanecerem mais tempo no ambiente dos abusos, essas crianças tiveram acesso limitado a locais que poderiam ser sua oportunidade de demonstrar a violência sofrida.
Portanto, para que essa atual realidade seja alterada, A Secretária Nacional dos Direitos da Criança e Adolescente deve criar campanhas de conscientização, principalmente para as crianças, afim de, ensina-las que esse tipo de comportamento não é ideal no ambiente familiar. Essas campanhas devem circular em bairros e cidades, afetando todos os cidadãos que vivem ali, estimulando esses adultos a identificarem a denunciarem possíveis abusadores no bairro. Como consequência disso, aumentar o número de denúncias e possibilitar uma chance para essas crianças de ter uma infância normal, garantindo assim, que as injustiças contra menores fiquem apenas no passado.