Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 03/06/2021
No livro Aurora, escrito pela brasileira, Heaven Race, conta a história da Aurora, uma criança que sofre abusos todas as noites pelo seu tio, e como essa situação moldou sua vida. Ao refletir a respeito dos desafios no combate ao abuso sexual infantil, no século XXI, a problemática ocorre em virtude que a maioria dos casos ocorre por pessoas proximas a família, acompanhada pela descredibilitização das vítimas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, é possível perceber que em grande parte dos casos de abuso infantil ocorre na própria casa da criança e cometido por familiares. Diante disso, percebe-se, que os familiares possuem autoridade, os quais se ficam com medo de relatarem os abusos. De maneira análoga, no livro Quando Tudo Ruir, escrito pela autora, Lola Salgado, conta a história de Martin, um menino, o qual o padrasto abusava sexualmente as noites e ameaçava o garoto, caso ele contasse para alguém. Em suma, nota-se que os agressores abusam do poder de familiaridade para cometer tais crimes.
Desse modo, corrobora para que ocorra o silenciamento das vítimas. A vista disso, a sociedade foi construída em um sistema patriarcal, isto é, valoriza a opinião masculina. Seguindo essa linha de pensamento, muitas vítimas ao denunciarem são coagidas e duvidam dos fatos por ser criança e menina. Portanto, o agressor é visto como inocente e a vítima é silenciada, assim favorecendo o ciclo do abuso.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde e agentes sociais, para que ocorra a fiscalização de residencias, as quais residem crianças, de modo a evitar o crescimento de casos de abuso infantil, com o objetivo de preservar e garantir uma infância adequada a todos. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a descredibilização das vítimas de abuso sexual, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.