Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 08/06/2021
Na série norte-americana “13 reasons why”, Hannah, a protagonista, sofre abuso sexual em sua adolescência, ocasionando sérios problemas psicológicos. Fora de cena, essa ainda é uma realidade de muitas crianças e adolescentes que sofrem ou já sofreram abuso sexual no Brasil. Visto isso, percebe-se que tal problema, causado pela impunidade do agressor e pela negligência no sistema educacional, deve ser resolvido.
Em primeiro plano, destaca-se que apenas 1% dos agressores são punidos corretamente. Em 37% dos casos o agressor está incluso no ambiente familiar, dificultando a suspeita e a denúncia desses acontecimentos. Nos casos que são noticiados as autoridades, a vítima precisa provar que foi violentada, passando por situações constragedoras e desconfortavéis, enquanto o agressor, mesmo com provas do que fez, pode ser preso e responder em liberdade ou nem ser punido, tendo seu caso arquivado, podendo assim fazer mais vítimas.
Ademais, salienta-se que a falta de educação sexual nas escolas é uma das causas para permanência de casos de abuso sexual no Brasil. Em 51,2% as vítimas tem entre 1 a 5 anos e em 67,8% as vítimas tem entre 10 a 14 anos. Dessa forma, as principais vítimas estão no ambiente escolar e não estão aprendendo onde e quem deve tocar em seu corpo, como se defender e como pedir ajuda de um adulto nessas situações, tornando- se assim vúlneráveis a qualquer tipo de ataque.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Primeiramente, o Poder Legislativo, poder responsável por a criação de leis, deve deixar mais rigoroso a pena ser cumprida por agressores sexuais, tendo, pelo menos, um tempo mínimo de punição para o agressor, para que ele cumpra a pena de acordo com o que fez e reveja seus atos impróprios. Instituições de ensino também devem inserir no ambiente escolar a educação sexual por meio de palestras com profissinais qualificados, rodas de conversa e sempre incentivando os pais e familiares a se atentarem a qualquer reação diferente, para que a criança entenda desde cedo quem e como alguém pode tocar em seu corpo. Somente assim o Brasil diminuirá os casos de abusos infantis e situações como a da Hannah não serão mais vivenciadas.