Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 01/09/2021
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 100 mil casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes ocorrem no Brasil. Sendo assim, percebe-se que há uma negligência do Estado e das famílias das vítimas em atuar firmemente contra essa problemática.
Sob esse viés, na Constituição Federal de 1988 é assegurado o direito de segurança para todos os indivíduos. Contudo, percebe-se que essa lei não é aplicada de forma coerente para as crianças que sofrem com tal imbróglio. Isto, porque pode-se observar que cada vez mais, em vez das pessoas serem conscientizadas, elas praticam o ato abusivo que pode acometer um futuro de traumas e perturbações para o público infanto-juvenil.
Ainda convém lembrar, que assim como foi no caso da garotinha indígena estuprada e jogada do penhasco pelo tio e alguns outros adolescentes, muitas vezes o abusador está na própria família e passa despercebido por aparentar uma imagem de “pessoa de bem”. Adjunto a tal imagem, a descrença familiar na vítima contribui para que a mesma se reprima e viva com o sentimento de que estava errada e que não deveria ter falado nada. Com todo o conjunto de traumas e descrenças, fica notório o quanto a conversa deve estar presente no lar da linhagem.
Portanto, para que a lei não tenha um papel de duvidosa para a população brasileira, é necessário que os Ministérios da Educação e da Segurança trabalhem fortemente na dispersão de informações por meio de palestras nas escolas e em suas redes sociais sobre a educação sexual e o combate ao abuso sexual infantil. E, assim, o público-alvo (responsáveis e possíveis vítimas) possa compreender que o mais correto a se fazer é denunciar o contraventor e ter o apoio dos entes queridos.