Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 22/06/2021
O abuso sexual infantil tem apresentado aumentos significativos nesses últimos anos. De acordo com o site “Rio Prefeitura”, a pandemia elevou em 50% a quantidade de denúncias de atos de violência contra crianças e adolescentes junto aos conselhos tutelares, e o abuso sexual é o mais comum deles. Nesse âmbito, pode-se analisar que a lenta mudança de mentalidade social e a falta de justiça contribui para a perpetuação desse cenário negativo. De acordo com o (PEA), em 2014 houve 527 mil pessoas vítimas de violência sexual no Brasil, porém apenas 10% desses casos foram reportados à polícia. Do total, 70% são crianças e adolescentes; 70% dos estupros são cometidos por parentes, ou conhecidos da vítima e 79% dos casos ocorrem na residência das crianças. Portanto, devido aos dados podemos apontar como problema a falta de atenção dos próprios pais aos sinais de mudanças da criança, como também o tabu de conversar e ensinar de maneira leve sobre o assunto dês de cedo, visando que as vítimas são inocentes, e muitas vezes não tomam conhecimento do que as ocorrem. Dessa forma, podemos também apontar como problema, a vegonha da vítima em contar aos pais, ou até mesmo em ir denunciar, de modo que o crime não seja devidamente punido. Todavia, vale resaltar que o abuso como consequência deixa sequelas nas vítimas para o resto da vida, e é muito importante em todo caso, um tratamento com um terapeuta para amenizar os impactos. Em virtude dos fatos mencionados é visto que o abuso sexual é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao governo implantar leis cada vez mais severas, a fim de atenuar a prática do crime na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola e aos pais promover o ensino sobre o assunto às crianças, para que elas contem ao responsável imediatamente se o crime a ocorerrem, de forma que as devidas medidas sejam tomadas contra o abusador e o crime vá cessando.