Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 23/06/2021

No filme “O quarto de Jack”, uma criança é raptada, mantida em cativeiro e abusada sexualmente todos os dias e só apenas após 17 anos de seu desaparecimento conseguem achá-la. Nessa perspectiva, o abuso sexual infantil está em ascensão no Brasil, mas existem diversos desafios no seu combate, devido a omissão de familiares ou pessoas próximas, falta de percepção e segurança, escassez de centralização de dados recebidos, destino das denúncias, busca por soluções, retornos e acompanhamentos sobre o que aconteceram com as vítimas.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que toda proteção às crianças ainda é pouca, pois, o abuso sexual é uma triste realidade que ocorre em todas as classes sociais, religiões, independente do nível de escolaridade e de parentesco. Outrossim, a fase da infância e adolescência requer atitudes firmes e responsáveis dos pais e educadores, para poder oferecer segurança e perceber sinais se a criança estiver sofrendo abuso, como: alteração na alimentação, pertubações no sono, desempenho ruim na escola e mudanças bruscas de comportamento.

Em segundo lugar, vale salientar que essas ações devem ser observadas atentamente e logo em seguida agir para evitar mais violências e abusos. Contudo, quando a denúncia é registrada e encaminhada não há um setor central que trate exclusivamente desses casos, que gera descentralização de dados, falta de monitoramento de forma organizada e sistemática, prejudicando as investigações e, analogamente, o combate ao abuso sexual infantil, o que permite a manutenção dessa realidade árdua no Brasil.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal em conjunto com seus Ministérios e Polícias Federais, promovam a centralização de um departamento específico para receber os encaminhamentos de todas as denúncias do crime, por meio de uma reunião que debata sobre a quantidade de casos e como reagir, para consolidar os números, organizar de forma sistemática o destino das delações e obter um sistema público para monitoramento de abuso, mapeando as áreas de maior incidência, as recorrentes maneiras que ocorrem e onde acontecem, para combater de forma eficaz o abuso sexual infantil. Assim, mitigar os índices de notificações e outorgar a segurança das crianças.