Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 06/07/2021

A Constituição Federal de 1988, assegura a todos os cidadãos o direito a segurança e a proteção à infância. No entanto, essa realidade se mostra diferente no Brasil, no qual muitas crianças e adolescentes são abusados diariamente. Devido a coação dos abusadores, as denúncias acabam não acontecendo, ou se acontecem, são anônimas, o que dificulta uma investigação e ilusidação do  caso. Em conseguência, pode trazer diversos problemas psicológicos, afetando seu desenvolvimento em diversas áreas.

Segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, o homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado. Nessa lógica, é notável que, a maioria dos abusos sexuais são  com crianças, justamente por serem indfesas e de fácil manipulação. Elas, por medo das ameaças que recebem, acabam não contanto a ninguém ou buscando ajuda. Logo, os abusadores por serem pessoas próximas a elas, se aproveitam para realizarem suas satisfações e desejos própios, tornando o ato constante. Evidencia-se, então, a falta de diálogo sobre orientações sexuais em casa e nas escolas, o que poderia, assim, passar mais segurança para procurar ajuda quando necessitar.

Conseguentemente, tais motivações trazem sérios efeitos psicológicos e comportamentais nas crianças que sofrem com tais abusos. Tendo isso em vista,o trauma marcado em sua memória, poderá trazer dificuldades em seu desenvolvimento social, como isolamento, agressividade ou medo. Em muitos casos, podem evidenciar futuramente, uma rejeição com o corpo e baixa auto-estima, sendo propício a busca pelo consumo de álcool e drogas, ou até mesmo, pensamentos suicídas, para tentar fugir da realidade. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível uma ação do Estado para mudar tal problemática.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério Público e as instituições de ensino, darem ênfase aos assuntos de abusos, por meio de disponibilização de profissionais capacitados em atendimento a vítima nas escolas. Logo, se sentirão mais acolhidas a buscarem ajuda. Além disso, a mídia deve fazer campanhas a incentivação à denúncias e o diálogo entre a família.