Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 28/07/2021
A Constituição Brasileira assegura à criança e ao adolescente o direito à vida, colocando-os a salvo de toda a forma de exploração e violência. No entanto, a realidade é muito diferente visto que existem grandes desafios no combate ao abuso infantil no Brasil. Isso ocorre tanto pela falta de informações sobre o tema, por ainda ser um grande tabu falar sobre sexualidade, quanto pelo silenciamento das vítimas causado pelo fato da maioria dos casos o abusador ser do núcleo familiar.
Sob esse viés, a série “SexEducation” mostra exatamente a ineficiência da escola em relação a falta de informações sobre o assunto sexualidade, que não está diretamente ligado a sexo, mas sim a prevenção de doenças e gravidez indesejadas, e principalmente ensinando a reconhecer uma situação de assédio e até mesmo de abuso sexual. Nessa perspectiva, fora da ficção, é notável uma falha curricular das escolas brasileiras e do Estado em assegurar o acesso às informações, como consta ainda na constituição.
Além disso, as vítimas sofrem com o silenciamento constante feito pelo abusador, que muitas vezes têm vínculo familiar, o que aumenta as chances de chantagens emocionais contra a criança, manipulações e opressões para que se sintam constrangidas e culpadas e assim não busquem ajuda. O tabu ainda presente sobre o assunto sexualidade, impede uma circulação de debates que estimulem e ensinem as crianças a buscarem ajuda sempre que se sentirem desconfortáveis com qualquer situação.
Portanto, é imprescindível desenvolver ações para suavizar os desafios no combate ao abuso infantil no Brasil. Sendo assim, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente deve elaborar campanhas por meio de cartazes, vídeos e propagandas, a fim de dar visibilidade a esse problema, buscando maior alcance possível de crianças para ensinar e assim combater a falta da veiculação dessa causa. Aliado a isso, o Conselho Nacional da Educação e a Secretaria da Educação devem criar um novo plano escolar que supra essa necessidade de informação dentro das salas de aulas, e além disso, que as escolas tenham profissionais como terapeutas e psicólogos para que as crianças se sintam seguras em falar sobre o abuso sofrido em casa, para que assim a Assistência Social seja acionada visando proteger as crianças em todos os casos .