Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 04/08/2021

Na série “13 reasons why”, um menina comete suícidio e comenta, em 13 fitas, as razões que levaram ela a fazer isto. Haja vista disso, deve-se saber também que, em uma das fitas, ela comentava sobre um caso de abuso sexual que viveu. Mesmo sendo uma das cenas mais fortes na série inteira, infelizmente esta representa uma realidade vivida por certas pessoas. Não obstante, o tema se faz ainda mais grave ao se tratar, por exemplo, do abuso sexual infantil vivido na sociedade brasileira, ação bárbara e que deve ser combatida. Outrossim, essa alarmante situação deriva não somente da falta de educação sexual das crianças, mas também da ínercia governamental perante o tema.

Em primeira instância, deve-se entender que por mais debatido que o tema seja, a atuação da educação sexual, no que tange ao processo de abusos, mostra uma possível melhora nesse tema. Segundo dados recentes do Ministério da saúde, mais de 80% dos casos de abuso infantil acontecem dentro de casa, contudo, menos de 5% dos casos são reportados. Visto isso, se conclui que as pessoas que sofrem abusos, tendem a não relatar, dando sequência ao problema. Além disso, ainda no caso da série “13 resons why”, a menina que sofreu o abuso não relatou ao seus pais e responsáveis, isso muito se deve a falta de instrução ou coragem, coisa que uma melhor educação neste tema poderia resolver.

Ademais, o governo é o pilar conectado tanto ao fato de uma não educação sexual real e efetiva, com também do processo de seguimento da questão, pois este se mostrou ineficaz em sua parte. Como é de saber comum, o estado de um país é o grande orgão modificador de realidade. Não obstante, ao se tratar de combate ao abuso sexual infantil no Brasil, aquele se mostra inerte. Segundo Martin Luther King, quem não se posiciona e não age em cima de um mal, está corroborando com este. Trazendo como pressuposto a frase dita por King, o governo brasileiro tem o poder de formular e reformular leis, mudar as dinâmicas educacionais e fazer mais pressão para o fim do problema, sem embargo, ele parece preferir fingir que não existe do que tentar achar uma solução.

Dessarte, em vista dos fatos supracitados, é cllara a necessidade de intervenção. Para que assim ocorra, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura promover, através de aulas em ambientes escolares, um programa educacional que visem ensinar sobre as partes do tema, ensinando, por exemplo, criaças a como reagirem caso um caso deste ocorra. Ora, essas aulas seriam tratadas durante o horário escolar, não somente com profissionais da área mas também com psicólogos especializados nessa temática, prontos para agirem caso analisem um caso abuso sexual. Visando promover uma população de mais conhecimentos na questão, na tentativa de diminuir os casos da barbárie. Esperando assim, que casos como o da série sejam menos comum no dia a dia populacional.