Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Em seu período inicial de publicação, a obra “Lolita” de Vladimir Nabokov foi alvo de duras críticas por retratar um assunto controvérsio. Apesar da recepção mista, o livro mostra que a realidade de abusos sexuais sofrida pela personagem Dolores é semelhante a de muitos menores. Nesse contexto, a normalização da sexualidade infantil e a crescente vulnerabilidade da criança tornam essa problemática não resolvida.

Segundo Sartre, o pior mal é aquele com o qual nos acostumamos. Nesse contexto, os crimes realizados vêm aumentando devido à facilidade trazida pelos meios de comunicação e a mudança de pensamento da sociedade. Assim, a objetificação do corpo infantil vem crescendo com abordagens na mídia sobre o que é a “flor da idade”, resultando na maior vitimização de meninas menores de idade. É importante o conhecimento dos limites da objetificação a fim de identificar o que é abuso sexual.

Em adição a isso, a criança atualmente se encontra cada vez mais vulnerável. Como mencionado antes, os meios de comunicação como a internet tornam mais fácil a criança de ser manipulada, uma vez que a falta de educação social e sexual resulta no desconhecimento dos direitos garantidos pelo ECA por parte das vítimas, resultando em menores denúncias. Logo, a educação é importantíssima para o combate dessa problemática.

Em virtude do mencionado, cabe ao Ministério da Educação, por meio de aulas extracurriculares, ensinar às crianças e aos adolescentes o que é considerado abuso sexual, físico ou psicológico; e também o que fazer nessas situações. Também é importante melhor acompanhamento dos responsáveis a respeito de horizontes como a internet, uma vez que nunca se sabe com quem é possível interagir. Com isso, é possível que casos como o de Dolores sejam raridades.