Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 13/08/2021
Segundo a filósofa Emma Goldman, a ignorância é o elemento mais violento de uma sociedade. Ao analisar sobre a situação na qual o país se encontra em relação ao abuso sexual infantil, percebe-se que o Estado tem sido violento ao negligenciar medidas eficazes para solucionar o problema. Questões como a escassez de um órgão exclusivo pare tratar do assunto e a falta de apoio e estrutura familiares, são as principais razões que estimulam a ignorância estatal e atrasam a resolução desse obstáculo.
Em primeiro plano, observa-se que a incompetência governamental começa quando não há um órgão próprio para mensurar quantos casos existem e em quais regiões eles mais ocorrem medidas a fundamentais para começar a resolver o problema. Países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, possuem um órgão especifico para cuidar dessa questão, uma vez que o abuso se caracteriza como uma violência grave contra crianças e jovens, e esses são o futuro da nação. Seguindo essa linha de raciocínio, ao deixar tal violência acontecer, o Brasil mostra que está despreocupado com seu futuro.
Em segundo plano, percebe-se que outro empecilho na resolução desse obstáculo é a negligência familiar, que muita vezes não presta atenção nos sinais que a criança dá ou simplesmente deixa acontecer por medo da retaliação social. Um exemplo disso é o caso bem retratado no livro Lolita, escrito por Nabokov, que narra a história Humbert Humbert, homem que se casa com a mãe de Dolores (Lolita) só para poder se relacionar forçadamente com a jovem. No livro e na vida real pode-se perceber que o fato de adultos se sentirem atraídos e realizarem relações sexuais com crianças, é um distúrbio mental grave e precisa ser tratado antes que a pessoa traumatize um ou mais jovens.
Sendo assim, é crucial que medidas efetivas sejam tomadas com urgência, tomando por base a situação critica em que o país se encontra. Nesse sentido, é essencial que seja criado um órgão de proteção contra a violência infantil, de forma que os empregados sejam divididos em três grupos: os que receberão as denúncias; os que juntamente com o Conselho Tutelar irão visitar as famílias e se necessário levar as crianças; e os que irão organizar os dados de em quais regiões ocorrem mais casos, objetivando realmente proteger os jovens. É necessário também que sejam colocados mais profissionais nas de área de saúde mental nos postos de saúde publica. Só então será garantido, assim, que o país minimize o empasse e não seja comparado ao pensamento de Emma Goldman.