Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 14/08/2021
“O Brasil registrou 14 mil denúncias de abuso sexual infantil em 2020” “Uma em cada três crianças no Brasil é abusada sexualmente até os 18 anos de idade sendo que a maioria dos abusadores são parentes”. Essas e outras manchetes divulgadas pelas mídias revelam os desafios do combate ao abuso sexual infantil no Brasil. Sendo assim, jovens abusadas desde novas tendem a levar sequelas para a vida adulta, podendo afetar em futuros relacionamentos ou no desenvolvimento de doenças psicológicas. Assim, observe-se a necessidade de discutir sobre essa questão no Brasil, a fim de propor proporções concretas que amenizem a situação no Brasil.
“Se podemos contar uns com os outros, não precisamos depender de mais nada”. Diante dessa premissa do pensador Richard Rorty depreende-se da alteridade e empatia do ser humano para ajudar o próximo. Ademais, cerca de 50,9% das crianças de 0 a 13 anos são os principais alvos de estupradores, que em sua maioria fazem parte da família, tem consciência da inocência das meninas. Logo, muitas vezes os pais acabam não acreditando nas crianças que dizem ser estuprada ou violenta, por medo de críticas dos familiares demais, não denuncia o agressor.
De acordo com Pitágoras, se as crianças forem educadas os homens não precisaram ser punidos. No entanto, a realidade brasileira é diferente da dita pelo filósofo. A educação sexual e defesa pessoal são assuntos pouco falados em instituições de ensinos no país ou, até mesmo, ensinados aos jovens de uma maneira superficial. Sendo assim, as escolas devem ensinar aos adolescentes como funciona seus órgãos sexuais, que eles são donos do corpo e que ninguém pode tocar suas partes íntimas, além de mostrar formas de defesa pessoal contra possíveis agressores. Dessa maneira, esses atos educacionais ajudariam a diminuir os casos incidentes e reincidentes de pedofilia no país, pois na maioria das vezes, as crianças não sabem como se defendem essas pedófilos.
Diante dessa problemática, torna-se evidente a inoperância do Poder Público no que tange à diminuição no número de casos de abuso sexual infantil no Brasil, logo é mister reverter essa realidade. Para tanto, urge que o ministério da educação (MEC) estabeleça a realização de campanhas educativas para o público infantil com uma discussões voltada especialmente para os aspectos da sexualidade e disponibilizar novas estratégias de denúncias. Essas medidas serão tomadas com o objetivo de conscientizar os jovens que certas atitudes são ilegais e a facilitação de denúncias para crianças que não podem comparecer em delegacias sem acompanhante de maior. Dessa forma, será possível a conscientização de crianças desde cedo para evitar tanto o assédio e a pedofilia quanto a formação de pessoas de mau caráter.