Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 15/08/2021
“Os aproveitadores se aproveitam da tua fraqueza, te iludem e extraem de ti o que quer.” é uma frase de Cacio Leite. Quanto mais fraco é um indivíduo, mais tentarão usá-lo, cometendo atrocidades a fim de satisfazê-los, por isso crianças são vistas como vítimas fáceis. Especialmente em redes sociais, os chamados predadores conseguem por meio de alguma isca fazer os menores cumprirem seus desejos, com destaque para os eróticos. Portanto, são necessárias ações imediatas em relação a isto.
No início de sua vida, as pessoas mal sabem o que acontece ao seu redor, sendo enganadas facilmente por outros. De acordo com o relatório anual do Fundo das Nações Unidas para a Infância, 90% das conexões do cérebro de crianças ocorrem entre o nascimento e os 6 anos de idade, e isto é acelerado com relações interpessoais. Tendo isso em vista, é correto dizer que durante essa etapa, a visão de mundo dos infantes é notoriamente diferente daqueles com mais tempo de vida, tanto que antes dos 2 anos acreditam que seu reflexo no espelho é outra pessoa, o que, infelizmente, os deixam mais propícios a serem enganados por propostas em primeiro momento benéficas. Sendo assim, a fim de dificultar a ilusão de jovens, a maior convivência com outros deve ser estimulada.
Entretanto, em um mundo tão baseado em redes quanto o atual, não se pode deixar uma criança absolutamente segura apenas levando em conta convivência física com outras pessoas. Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos utilizam redes sociais, apresentando grande risco aos mais jovens que podem se deixar levar por falsas ofertas. Adultos mal intencionados podem oferecer, por exemplo, moedas de jogos que os menores gostem e pedirem em troca conteúdo sensível, iscas que seres inocentes podem morder sem pensar muito. Então, a segurança de crianças em espaços virtuais deve ser priorizada por pais e outros responsáveis.
Finalmente, com a união de pais e autoridades, será possível combater a violência sexual e quaisquer ameaças que podem atingir crianças. Em primeiro momento, o incentivo à convivência social com supervisão nos primeiros anos ajudará o cérebro de crianças a se desenvolverem e atingir a maturidade mais cedo, para tornarem-se menos vulneráveis. Além disso, controlar o uso da internet por menores de idade, talvez esperando até a adolescência para dar-lhes dispositivos inteligentes próprios, evitará esquemas criminosos contra os infantes. Assim, diminuarão os índices de abuso contra menores de idade, e, com esperança, extinguindo dentro de alguns séculos.